segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Refutação #2: O Livre Arbítrio e a Bíblia


Boa noite pessoas. Estamos nós de novo refutando os "argumentos" dos neo-ateus. Eu não acredito que estou fazendo isso, afinal esta provocação acima é de muito mal gosto, queria algo melhor elaborado pra destrinchar, mas foi só isso que encontrei no momento.

Antes de ler essa refutação é importante conhecer alguns outros posts desse mesmo site, por exemplo, O Mito da Religião Autoritária, que vai explicar o porque e onde essa mensagem erra.

A primeira coisa que devemos esclarecer é que neo-ateus nunca vão aprender a debater com seriedade enquanto não deixarem as provocações e a ridicularização de lado. A imagem não passa de uma provocação barata, baixa, sem qualquer conteúdo intelectual válido.

Os furos nesse "argumento" são muitos e saltam aos olhos. O livro ao que a frase se refere é a Bíblia. Entretanto, faltou um pouco de estudo ao nosso amigo que escreveu isso, pois a Bíblia não é um livro, mas um conjunto de livros. A Bíblia não surgiu prontinha assim como a temos hoje. Inicialmente ela era transmitida oralmente, quando ainda não havia a escrita. Cada livro foi escrito em uma época diferente, num contexto social, político e religioso diferente, depois ela foi compilada, organizada em capítulos e versículos, traduzida e disseminada. Isso hoje dá a oportunidade de qualquer pessoa ter uma Bíblia em sua casa.

Segundo ponto falho desse argumento é o fato de que a existência da Bíblia não contradiz em ponto nenhum o livre arbítrio, da mesma maneira que as Leis não tiram a sua liberdade de cidadão. Deus nos deu o livre arbítrio e a Bíblia, porém um não anula e nem contradiz o outro. Fazendo uma analogia simples, podemos ver o tamanho dessa asneira que está escrita na imagem. "Você tem a liberdade como cidadão, mas também tem milhares de Leis pra você seguir se não quiser ir para a cadeia." É impossível considerar isso algo válido.

Realmente, Deus nos deu a Bíblia sim, mas a liberdade é sua de seguir ou não o que ela orienta. Aliás, esse é um ponto a ser ressaltado, a prática religiosa não obriga, mas aconselha. Isto é explanado mais detalhadamente no meu outro post chamado O Mito da Religião Autoritária. A Bíblia não obriga, mas aconselha o que vale a pena ou não e ainda explica o porque. No entanto, a palavra final será sempre nossa em aceitar o aconselhamento ou dispensá-lo.

Outra coisa que os ateus não sabem e, justamente por não saber, ficam espalhando mentiras a respeito é sobre a questão do Inferno. Não sabem o que é o Inferno nem sequer do que se trata. Para estes neo-ateus mais desinformados, indico meu outro post chamado Pecado e Inferno. Aprendam isso de uma vez por todas, meus caros: Deus não manda ninguém para o Inferno! Somos nós que decidimos se queremos ir para lá ou não. É inválido e injusto atribuir a responsabilidade de nossas escolhas à Deus. Sejamos honestos ao menos uma vez na vida a ponto de assumir que somos nós quem fazemos nossas escolhas e também somos nós que devemos arcar com as responsabilidades e as consequências decorrentes.

E é para isso que existe a Bíblia, que é a orientação de Deus para termos uma vida melhor. Para que possamos aprender a fazer sempre as melhores escolhas, nos direcionando sempre para um caminho de vida. Cabe a nós optar por segui-la ou não, afinal somos livres para escolher isso também.

sábado, 22 de outubro de 2011

Crítica #2: Campanha da ATEA


Essa imagem acima tem causado muita polêmica em diversos locais. Na internet, em ônibus e até mesmo em outdoors. Se trata de uma campanha feita por uma associação de ateus e agnósticos a fim de diminuir o "preconceito contra os ateus". Bom, um belo caso de vitimização, não é. Coitadinhos dos ateus, eles sofrem preconceito.

Basta colocar um pouco de reflexão em cima dessa imagem e os erros já aparecem, ou melhor dizendo, saltam aos olhos. Primeiramente, os rótulos colocados na imagem são duvidosos. Chaplin não era ateu, ele acreditava em uma Força Superior, que não julgava saber se era Deus ou não, mas acreditava. E quanto a Hitler, seu regime era ateu, e mesmo que fosse teísta ele não estava seguindo os ensinamentos Cristãos.

O texto da foto se contradiz, pois no início diz que "Religião" não define caráter, depois aponta pessoas que supostamente acreditam e não acreditam em Deus. Ora, acreditar em Deus e ter uma religião são coisas diferentes. O texto não consegue se manter numa lógica simples como essa.

Também vale ressaltar que se religião não define caráter, então caráter existe. Se caráter existe, então valores morais objetivos existem. Logo, Deus existe. Veja mais no post O Argumento Moral.

O objetivo da campanha, segundo a ATEA, é alertar quanto ao "preconceito" sofrido por ateus. Entretanto essa imagem não passa apenas de uma provocação barata. Não é uma boa estratégia comparar uma pessoa a Hitler, segundo os princípios de debate isso é derrota automática. Também falha e muito como uma estratégia de marketing, pois se o objetivo é causar reflexão a ATEA está se dirigindo para o lado oposto. A imagem gera apenas revolta da parte dos cristãos, e com razão, pois a imagem é muito provocativa e baixa.

Muitos não entendem a proporção do ataque que fazem até sofrerem um ataque similar. Por que não colocar uma foto com líderes ateus como Mao Tsé Tung, Pol Pot e Stalin e embaixo o número de pessoas que cada um matou? Não teria efeito reflexivo nenhum, seria apenas uma provocação contra os ateus que geraria apenas brigas e mais brigas. Inútil.

Será tudo isso desespero para serem aceitos? Ou um fanatismo demagógico louco para tentar mostrar para os outros que eles estão certos e todos os demais estão errados?


Na verdade é ao contrário. Se Deus não existe, tudo é permitido. Basta ler o post O Argumento Moral.


Velha técnica essa hein?! Basta ler o post divindades politeístas. Você vai entender porque e onde essa imagem erra.

Vamos ver como os ateus reagiriam com imagens no mesmo estilo das vistas acima. Quero reforçar que o objetivo não é fazer uma contra-campanha, mas só ilustrar para os ateus como é inútil esse tipo de estratégia, pois não alcança o objetivo de lutar contra o preconceito. Muito pelo contrário, passa longe disso, só causa mais discórdia. Seguem as paródias feitas pelo blog Quebrando Neo-ateísmo.


Argumento da Moral

O "Argumento Moral" é um dos argumentos que mais confundem a cabeça dos neo-ateus. Por mais simples que ele seja, muitos não conseguem o compreender, ou às vezes fazem de conta que não conseguem.

Neste vídeo, William Lane Craig explica o Argumento Moral de uma forma simples e fácil de entender. Vamos analisar com bastante calma o argumento. Quando digo valores morais objetivos me refiro à valores morais que são válidos e obrigatórios, nós acreditando neles ou não. Muitos teístas e muitos ateístas concordam que se Deus não existe, então valores morais objetivos não existem.

Vamos analisar o que diz Michael Ruse, um notável filósofo da ciência:

"A posição do evolucionista moderno é que a moralidade é uma adaptação biológica, não menor que nossas mãos, pés e dentes. Considerada como um racionalmente justificável conjunto de afirmações sobre algo, a ética é ilusória. Aprecio que, quando alguém diz 'Ame o seu próximo como a ti mesmo', ele pense estar referindo-se a algo acima de si mesmo. Todavia essa referência é na verdade sem fundamento. A moralidade é apenas uma ferramenta de sobrevivência e reprodução e qualquer sentido mais profundo é ilusório."

Como podemos ver, na visão ateísta a moral objetiva não existe. Todos os valores morais são subjetivos, ou seja, cada um tem o seu. Nesse sentido, se Deus não existe tudo é permitido. O fato é que valores morais objetivos existem, então segue-se logica e necessariamente que Deus existe.

Vamos ilustrar com um exemplo. Uma ação como um estupro, na visão ateísta é considerada uma atitude não socialmente vantajosa, então, ao longo do desenvolvimento humano se tornou um tabu. Mas isso não faz absolutamente nada para provar que o estupro realmente é moralmente errado. Na visão ateísta, não existe nada de errado em estuprar alguém.

Porém, valores morais objetivos existem, e no fundo todos sabemos disso. Ações como o estupro, por exemplo, não são somente atitudes socialmente inaceitáveis, são abominações morais. Algumas coisas são realmente são erradas e ao mesmo tempo algumas coisas são realmente boas.

É muito difícil uma pessoa conseguir negar a objetividade dos valores morais. Se a pessoa disser que os valores morais são todos subjetivos, que cada um tem o seu código pessoal de moralidade, a sua lista do que é ético e do que não é ético, baseado na justificativa de preservação da espécie, reprodução, evolução social, então nenhum comportamento é errado, porque todos são subjetivos, o que é certo para mim pode não ser para você. Mas é inegável que existem coisas que são de fato ruins ou boas. A moral não é simplesmente uma ferramenta de adaptação biológica ou social.

1 - Se Deus não existe, então valores e obrigações morais objetivas não existem.
2 - Valores e obrigações morais objetivas existem.

3 - Logo, Deus existe.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Por que não vender o Vaticano?!

É, acho que você não sabe absolutamente nada sobre o que está falando

Está aí um exemplo clássico e muito conhecido. Na verdade já é um clichê e tanto. Por que não vender o Vaticano e doar o dinheiro para acabar com a fome na África?!

Antes de qualquer coisa, devemos lembrar que a passagem Bíblica citada na imagem é um versículo pinçado totalmente fora de contexto. Basta você ler para quem Jesus disse isso, era um jovem rico, e não a instituição que incontestavelmente mais ajuda pessoas no mundo.

Como diria um professor de faculdade, vamos estudar antes de falar qualquer coisa. Primeiramente, não se pode vender as obras de arte do Vaticano pois são patrimônios da humanidade tombados. Seria a mesma coisa que vender a floresta amazônica. E já é sabido que a "venda" das obras de arte do Vaticano não resolveria o problema da fome na África. Vamos nos aprofundar nesse assunto agora.

Muita gente interpreta de forma errada a fome na África. Acham que o continente é pobre e sofre com a falta de dinheiro e de comida. Este pensamento está completamente equivocado. O continente africano é muito rico, possui países com uma enorme quantidade de dinheiro e riquezas, jazidas de pedras preciosas, o maior rio do mundo se encontra lá (Nilo). Então, como pode faltar água e comida num continente como esse?

Simples, a riqueza é mal distribuída pois está toda concentrada em uma pequena elite. Como é possível os governantes (ditadores, na verdade) desses países pobres serem tão ricos e não passarem as necessidades que seus conterrâneos passam? Novamente é simples de se responder, todo o dinheiro se encontra a disposição deles. Ou seja, a fome na África é um problema político e que não tem relação nenhuma com a Igreja Católica, mas mesmo assim a Igreja ajuda os países mais necessitados com recursos financeiros.

Outro ponto a ser lembrado é a diferença étnica existente nos países africanos. Quem já assistiu o filme "Hotel Ruanda" sabe bem do que estou falando. Há diferenças tribais e étnicas nos países africanos e essas tribos se odeiam ao ponto de guerrearem e matarem umas as outras. Linchamentos são frequentes nesses países, em qualquer lugar e em qualquer hora. No entanto, alguns rebeldes de algumas tribos possuem armamentos pesados de guerra (fornecidos pela maior potência mundial que não citarei o nome) e não deixam que a ajuda financeira e os alimentos cheguem às pessoas mais necessitadas, simplesmente porque são de uma tribo rival, porque possuem outra etnia.

Agora, abro um parênteses: Como esses países possuem dinheiro para comprar armamentos bélicos pesados e para encher a pança dos seus ditadores e não possuem dinheiro para alimentar a sua população que tanto sofre?!

Em outras palavras, a própria África está se matando por preconceito e por orgulho. Mesmo que seja enviada, a ajuda normalmente não chega ao destino final, sendo interceptada por rebeldes de etnias diferentes.

E tudo isso é culpa da Igreja Católica, não é?! (Usei de ironia nessa pergunta, só para constar)

Informação é tudo minha gente. Não vamos cair nas demagogias e nos "discursinhos moderninhos" cheios de falácias e emocionalismos que a mídia e alguns medíocres metidos a religiosos por aí nos impõe. É bem sabido que nenhuma instituição fez ou faz mais pelos necessitados do que a Igreja Católica.

Para finalizar, e também para confirmar o que disse logo acima, fica o vídeo. E ponto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Refutação #1: Suicídio nas Torres Gêmeas

Neste post irei refutar alguns comentários feitos em um post de um blog chamado "Paulo Lopes". O post trata sobre o suicídio de uma pessoa durante o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. O post em questão pode ser acessado clicando aqui.

"Deus benevolente não mandaria este homem para o inferno por se matar."

Antes de tudo, aconselho ler o post Pecado e Inferno. Antes de se falar sobre algo, deve-se saber sobre o que se fala.

A ideia da pergunta tratada no post se baseia nesta imagem, um homem se atirando do prédio atingido pelo avião em 11 de setembro de 2001. Basicamente, o que entra em discussão é se a pessoa que se matou nesta foto foi mandada para o inferno por Deus ou não. Nos comentários do post, as falácias são abundantes, terreno fértil para uma pessoa como eu, interessada em mostrar-lhes o lado que eles não conhecem da história. Ou talvez que eles não queriam conhecer, ou ainda que eles fazem de conta que não existe.

É simples. A falta de conhecimento dos ensinamentos Cristãos fazem as pessoas descrentes dizerem absurdos e relacionar esses mesmos absurdos à Igreja. Há uma deturpação dos ensinamentos do cristianismo, assim como convém para os neo-ateus. Vamos para o primeiro exemplo:

Exemplo #1:

O suicídio por vezes é a única alternativa de quem não tem mais saída alguma - ou não consegue pensar em uma. E, mesmo que seja falta de coragem de enfrentar problemas sérios, quem somos nós para determinar se alguém é obrigado a continuar vivendo uma m**da de vida se a própria pessoa NÃO quer? F***m-se as religiões!
Primeiramente, o acusador usa de um mito comum entre os neo-ateus, o mito da Religião Autoritária. O suicídio é causado por um distúrbio psicológico sério, não são somente as religiões que lutam contra a prática do suicídio. Sem contar que, ao final do parágrafo, ele usa de um xingamento baixíssimo, sem nenhum motivo.
É muito fácil nós aqui, bem alimentados e satisfeitos no conforto da poltrona, julgar um suicida como covarde, fraco e etc.
Não é este o caso específico, mas alguém aí acha que o homem que se jogou foi covarde por preferir morrer estatelado no chão? Ele deveria ser "corajoso" e esperar as chamas consumi-lo vivo?
Ninguém julgou em nenhum momento o suicida, nem o chamou de covarde ou fraco. Aliás, o julgamento do outro é algo repudiado pelas religiões em geral.
Não existe inferno; não existe paraíso; não existe céu. Pare de se iludir, admita a realidade. É uma porcaria, mas é tudo que temos.
Aqui o neo-ateu faz afirmações muito sérias. Porém em nenhum momento ele aponta evidências ou provas.Falar assim qualquer um é capaz de falar. Ainda diz "pare de se iludir, admita a realidade", uso claro da técnica Ateus são fortes, teístas são fracos. Sem contar que, ao final do texto, demonstra uma visível revolta contra a própria vida. Refutado.

Exemplo #2:

VALE LEMBRAR QUE ?
as 3 mil pessoas mortas no 11 , fora as milhares fora dele , tooooooooooooodas foram mortas em nome de DEUS.......por causa da religião imbecil e por causa da GIBIBLIA 
ALAH pros muçulmanos vem de EL , ELOIM , o nome primitico de DEUS dos habitantes do oriente médio qdo surgiu a lenda....
tá, e daí......
a historia é a mesma da gibiblia no alcorão , as mesmas b*stas de adão e eva , os mesmos personagens so que com nomes em arabe :
abrão vira ibraim , deus vira ala etc 
aham, e daí......
PRA VCS TEREM UMA IDEIA de como a RELIGIÃO é boa pro mundo.....
Bom, tirando a parte que ele tenta mostrar que sabe de teologia, o argumento INTEIRO é baseado na técnica Religião só causou guerras e morte. Sei que não é válido fazer isso, mas Mao Tsé Tung matou mais de 70 milhões, não é? Pra você ter uma ideia de como o ATEÍSMO é bom para o mundo. Refutado.

Exemplo #3:

Eu acho suicídio fraqueza e covardia, quando praticado por quem pode viver e não o faz por ficar se lamentando em vez de lutar. Se há a possibilidade de sobreviver, deve-se lutar até o fim.
Mas no caso de um cara que vai morrer queimado, soterrado, asfixiado, ou outra forma horrível e dolorosa, mais vale mesmo acabar logo com o sofrimento, já que não há esperanças de sobreviver, e nesse caso não há nada a ser condenado. As religiões condenam pelo que já foi dito aqui, para não perder sua fonte de renda.
É, até que no começo você estava no caminho certo. Pena que no final você descambou na ultima frase. Basta ler o CIC (Catecismo da Igreja Católica), no parágrafo 2282, que diz o seguinte: "Distúrbios psíquicos graves, a angústia, ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida". Ou seja, a Igreja Católica não condena o suicídio do caso mostrado na foto. Porém não posso discordar que há "religiões" que fazem de tudo para manter seus sócios (ou fiéis, se preferir) contribuindo fielmente, porém não falo por elas.
Muito boa a mensagem, afinal, o deus cristão, segundo suas regras, mandaria esse homem direto para o inferno. Que raio de deus bondoso é esse, que prefere que um de seus "filhos amados" sofra queimando/asfixiando/sendo esmagado, sem absolutamente nenhuma necessidade?
O deus cristão é insano e cruel.
É tudo uma questão de deturpação do significado. Aqui o neo-ateu radicaliza mostra que não conhece nem um pouco das "regras" do Deus cristão. Ele muda totalmente a definição de Deus para algo que ele "acha" que é o Deus cristão, sem conhecimento nenhum sobre o que as religiões diriam sobre o fato. Se o neo-ateu desinformado desse comentário lesse o CIC no parágrafo 2283, veria o seguinte: "Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar". Ou seja, de acordo com os parágrafos 2282-83 do CIC, a Igreja Católica não condena a prática de suicídio como a do caso desta foto. Porém é fácil para qualquer pessoa falar sem ter nenhum tipo de conhecimento e dizer essas inverdades como as vistas acima.

Exemplo #4:

Se o papa estiver certo este homem que pulou foi para o inferno.
Na verdade, não. O homem que pulou, de acordo com os ensinamentos Católicos (que provavelmente a comentarista não conhece nem um pouco), pode sim alcançar a salvação. Basta ler os parágrafos 2282-83 do CIC. Mas é pedir demais para uma pessoa que quer somente difamar sem antes conhecer. Lamentável.

Exemplo #5:

Os argumentos da Bíblia foram elaborados para conduzir o povo como se fosse um rebanho, ou seja, animais de pasto que não podem fazer escolhas livremente. Daí os líderes serem chamados de pastores. 
Bem, isto se trata de um mito muito comum chamado de Estereótipo do Religioso. Dá até medo quando alguém diz isso, "Ah, religiosos não pensam por si mesmos, eles não sabem fazer suas próprias escolhas, só fazem o que a igreja manda". Isso não passa de um mito, já refutado no post do Estereótipo do Religioso, misturado com a velha técnica Ateus são inteligentes, religiosos não.
A Bíblia e livros semelhantes, são alegorias para controle social, que tomam como modelo a Pecuária, ou seja, a criação, condução e aproveitamento econômico de animais.
Ah é, não podia faltar, a velha técnica da Dominação Social. Tava faltando essa. Mas já foi refutada antes no post.

Espero que tenham aproveitado bem as refutações. Detectem as fraudes intelectuais dos comentaristas, é simples, basta ler com atenção. Abraços, até o Refutação #2!!!

Mito da Dominação Social

Mais um mito que merece ser esclarecido. Religião foi feita somente para ser um instrumento de dominação social. Entretanto, como diz o título do post, se trata de mais um mito. A crítica pode vir nesses termos:

Neo-ateu - A religião foi algo inventado só pra manter o povo na linha.

Os erros são fáceis de serem encontrados e assim refutando o argumento. O primeiro deles é que o argumento se trata de uma falácia genética, aliás, uma grande enorme gigantesca falácia genética. Você pode ler mais sobre isso no post Religião é só algo cultural. Neste post há um vídeo do doutor William Lane Craig explicando o que é uma falácia genética. Basicamente se trata da tentativa de invalidar uma crença a partir de como se chegou a acreditar nela.

O segundo erro no argumento é um fato histórico. Se o objetivo dos primeiros líderes cristãos era dominar o povo e se aproveitar de sua boa fé, sinto dizer, mas eles eram bem ruins nisso, pois fizeram exatamente o oposto. Citando Jesus Cristo, Paulo de Tarso e Simão Pedro, os primeiros principais líderes do cristianismo, todos eles morreram de forma trágica. Jesus foi cruelmente crucificado (todos sabem bem), Paulo foi decapitado e Pedro foi crucificado, só que de cabeça para baixo. Acredito que alguém seria incapaz de morrer por uma mentira que tenha inventado. Paulo e Pedro não iriam morrem à toa, por uma mentira, e é muito difícil se provar o contrário.

O terceiro erro é que o argumento também é um ad consequentiam, ou seja, uma falácia de apelo às consequências. Basicamente se trata da tentativa de anular uma crença apontando suas consequências desagradáveis.

O quarto erro são as controvérsias desse argumento. Por exemplo, os EUA é um país com maioria religiosa e é um país onde não se pode dizer que há um "controle de massas". A Itália é um país com maioria esmagadora de Católicos, e duvido que alguém diga que é um país onde há dominação social. Em contrapartida vemos países como China, Coréia do Norte, Cuba e Venezuela que controlam jornais, TV, internet e mantém forte repressão sobre o povo. Proíbem inclusive a manifestação religiosa, são nações declaradamente ateias. E aí, quem é o povo reprimido e controlado?!

Basta um pouco de estudo filosófico e histórico para compreender que esse argumento é incapaz de invalidar a crença cristã.

Pecado e Inferno

Este post tem apenas como objetivo esclarecer definições que são constantemente deturpadas por ateus a fim de atingirem seus objetivos. Muitas vezes nem os próprios religiosos não conhecem o que os seus ensinamentos dizem sobre pecado e inferno (e sobre várias outras coisas também) e saem por aí falando besteiras sem tamanho. Segue uma explicação sobre o que é pecado e o que é o Inferno. Aproveitem!

Pecado - Uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta. É uma livre escolha por se afastar de Deus. Tudo aquilo que fere a nossa alma ou a alma de nossos próximos. Não adianta procurar uma outra palavra para essa realidade, seria inútil. O pecado não ofende a Deus diretamente, mas ofende sua Imagem e Semelhança, assim o ofendendo de maneira indireta.

Há duas classificações para pecado: pecado grave e pecado leve.

Pecado grave (ou mortal) - Uma palavra, pensamento, omissão ou atitude que por si só seja carregada de maldade, onde a pessoa que a comete sabe exatamente o que está fazendo, sabe que o que está fazendo é errado, e mesmo assim o faz.

Pecado leve (ou venial) - Quando uma ou mais das condições apresentadas acima não existe ou está incompleta.

Por exemplo, uma mulher roubou um pedaço de carne em um mercado. Caracteriza um pecado grave, pois a mulher fez algo ruim (roubar), sabia o que estava fazendo, sabia que era algo ruim e mesmo assim o fez. Agora imaginemos que esta mesma mulher roubou este pedaço de carne para alimentar seus filhos pois não tinha dinheiro para comprá-la, caso contrário seus filhos morreriam de fome. A culpa diminui consideravelmente, mas ainda existe. Isto caracteriza um pecado leve, pois mesmo sabendo o que fazia, a mulher não estava cometendo uma atitude por maldade, mas por necessidade.

A Igreja é muito mais versátil do que os mitos por aí dizem. Agora analisemos a definição de Inferno:

Inferno - De acordo com o CIC (1033): "Morrer em pecado mortal sem ter se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra inferno."

Ou seja, Deus não manda ninguém para o inferno, somos nós que escolhemos se queremos ir para o inferno ou não. E tirem aquela ideia infantil da cabeça de que o inferno é um lugar cheio de fogo onde as almas pecadoras queimam eternamente. Isto de fato não existe. Inferno é a total auto-excomunhão da pessoa com relação a Deus e ao seu projeto. Deus nos criou na total liberdade, tanto para acolhe-lo como para rejeitá-lo. Até mesmo se quisermos viver o inferno nós viveremos, pois Deus não nos obriga a nada.

Mito da Religião Autoritária

Este é um mito comum entre os neo-ateus. Quase todos eles acham erradamente que a prática religiosa obriga.
Pode surgir em uma conversa da seguinte maneira:

Neo-ateu - Os religiosos são todos obrigados a fazer o que a sua religião manda, se não fizerem vão para o inferno. A religião é algo autoritário, tirano, que não deixa você agir do jeito que você quer, mas do jeito que eles querem que você aja.

No trecho acima, pode-se também encontrar traços da técnica Ateus são fortes, teístas são fracos.

Porém isto é uma mentira, por diversos motivos que serão citados agora:

- Se trata de uma generalização, e toda generalização pode conter erros. Basta ler um pouco sobre Sofisma de Acidente.

- Algumas "religiões" são autoritárias de fato, não podemos negar, porém não se pode condenar o todo por uma parcela pequena. Leia mais neste post.

- A boa prática religiosa não obriga em nenhuma circunstância, mas aconselha. A própria Bíblia diz que somos livres para fazer o que quisermos, mas nem tudo vale a pena. Isto é, a Igreja não nos obriga, mas aconselha o que vale a pena ou não e porque. Entretanto a palavra final será sempre nossa, logicamente a consequência e a responsabilidade da escolha também.

- CIC (Catecismo da Igreja Católica) parágrafo 160: "Para que o ato de fé seja humano, o homem deve responder a Deus, crendo por livre vontade. Por conseguinte, ninguém deve ser forçado contra sua vontade a abraçar a fé. Pois o ato de fé é por sua natureza voluntário."

Existem sim as "religiões" autoritárias, que são abordadas no post Qual Religião é a Certa?. Recomendo a leitura deste post para maior compreensão do tema tratado. Desmistificado!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A inconsistência da Teoria da Evolução

A Teoria da Evolução, de Charles Darwin, é uma ideia que vem dominando a ciência por mais de 150 anos. A ideia é boa, e provada em pequena escala, porém possuí suas falhas. Algumas dessas falhas são abordadas nesse documentário que está no link ao final do post. Entre elas estão a impossibilidade da evolução nos complexos irredutíveis (assista o documentário inteiro para entender do que se trata) e a impossibilidade da evolução sem a prévia existência da célula primária.


A teoria não é completamente inútil, alguns aspectos em pequena escala podem ser aproveitados, mas a teoria é insuficiente para explicar a origem da vida, como muitos cientistas afirmam. Essa inconsistência é provada, por exemplo, pela falta de informação dentro da própria teoria sobre a célula da origem da vida. Ou seja, a teoria só funcionaria se a primeira célula originária da vida já existisse, caso contrário a teoria cairia por água abaixo, como diz o próprio Darwin em um trecho do documentário.


Assistam o documentário, separado em sete vídeos, que fala sobre as falhas da Teoria da Evolução de Charles Darwin. Aqui fica claro que a teoria não é suficiente para explicar a origem da vida. Ainda explica que o Design Inteligente não é algo anti-científico e é muito mais satisfatório intelectualmente do que a teoria da evolução, que por sua vez, explica pequenas modificações nas espécies, mas não explica a origem da vida.

Os vídeos estão a seguir no link, já em ordem na playlist para serem vistos em sequência. Bom proveito!!!




Desafio Divino

A técnica que será tratada hoje é conhecida como Desafio Divino. Muito comum por aí, é uma técnica que passa perto do ridículo, mas ainda sim continua sendo usada.

O conceito é básico. O neo-ateu propõe um desafio para Deus, e se Ele não conseguir cumpri-lo, concluí que Ele não existe ou que não é onipotente. Pode se seguir da determinada maneira:

Neo-ateu - Ah, então se Deus existe Ele é capaz de vir aqui e quebrar meu dedo. É uma tarefa fácil para Ele, já que Ele é onipotente. Aí se Ele não conseguir quer dizer que Ele não existe. Será que Ele vai conseguir?!

Essa técnica também tem suas variações. Pode também ser chamada de técnica do Deus Call-center ou Deus fast-food, pois exige uma resposta instantânea de Deus, caso contrário Ele não existe. Ou seja, um comportamento absurdo normalmente encontrado da seguinte forma:

Neo-ateu - Se Deus não fizer isso que eu quero Ele não existe!

Ou também desta forma:

Neo-ateu - Ah, então se Deus existe que Ele apareça aqui agora pra mim e me prove que Ele existe!

As variações são muitas, mas a essência é a mesma. O erro contido nessa técnica é simples. Poder fazer tudo não significa ter que fazer tudo o que se pode fazer. O que o neo-ateu quer dizer é que se Deus pode fazer, então Ele tem que agir, o que não é verdade necessariamente. Deus tem razões suficientes para não atender a provocações como essas. Um motivo apenas basta para que o ateu fique sem argumentos perante sua refutação.

Poder fazer determinada coisa não significa necessariamente ter que fazer determinada coisa. Se Deus tiver uma razão moral que seja para não atender a provocação do ateu, o argumento já é falho. E o ateu foi infeliz mais uma vez na tentativa de "provar" a inexistência de Deus.

Neo-ateu - Ah, então se Deus existe que Ele apareça aqui agora pra mim e me prove que Ele existe!

Teísta - Infelizmente, Deus não é obrigado a atender as suas provocações. E isto não afeta em nada a nossa discussão do ponto de vista filosófico.

Neo-ateu - Mas se Ele pode fazer então Ele deve fazer. Por que Ele permite então que eu faça campanha contra Ele? Não é o objetivo Dele que todos O conheçam?

Teísta - Qualquer razão moral que Deus tenha para não atender a sua provocação já torna seu argumento falho. Afinal, Deus não é gênio da lâmpada, não é obrigado a atender seu desejo de maneira inconsequente. E quanto ao fato de você fazer campanha contra Ele, talvez o livre-arbítrio seja uma resposta convincente. Sem contar que existem várias maneiras de se conhecer a Deus, sem que seja por meio de desafios e provocações infantis.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Problema do Mal

Uma das técnicas mais usadas pelos neo-ateus é a do "Problema do Mal". Sem delongas, William Lane Craig explica no vídeo que é muito difícil para um neo-ateu conseguir um bom argumento partindo desse princípio antiquado.

O problema do mal é um dos argumentos mais usados (se não o mais usado) pelos neo-ateus para defender sua posição. É embasado em uma simples pergunta, que normalmente tem fundo emocional muito grande e, nos raros casos em que é feita de forma inteligente, é facilmente refutável. Já é considerada uma técnica ultrapassada e resolvida por muitos filósofos, tanto teístas como ateus, entretanto ainda há muitos que usam dela para tentar provar a impossibilidade ou improbabilidade da coexistência do sofrimento e de Deus.

Neo-ateu - Se Deus é infinitamente bom e poderoso, como Ele permite tanto mal, dor e sofrimento no mundo?

Além disso, a velha retórica e o apelo emocional constantemente utilizado pelos ateus é desmascarada facilmente nesses poucos minutos de vídeo. Neo-ateus que se dizem inteligentes e racionais ficam rapidamente sem argumentos lógicos inteligentes e partem para a ridicularização. Isso acontece muito frequentemente.

Ainda há um "bônus" no final do vídeo, onde Craig aponta de maneira rápida o maior "argumento" ateu: a ridicularização. O vídeo fala por si só, não preciso explicar no post. Assistam!!!


domingo, 21 de agosto de 2011

Crítica: Campanha pelo uso de camisinha - Parada Gay


Quanta infelicidade nas incitações pra lá de provocativas contidas nessa triste campanha que se deu durante a parada gay de 2011. É como dizem não é, quando acabam-se os argumentos inteligentes entram os deboches e os desrespeitos.

A campanha usava cartazes com imagens de Santos Católicos, só que debochados de uma forma bem "promiscua". Ainda possuía no topo dos cartazes uma frase muito provocativa: "Nem Santo te protege". Realmente, dessa vez a coisa passou de todos os limites. A explícita e audaciosa provocação teve uma grande repercussão, não pela mensagem que passava, mas pela polêmica que causou.

O grande problema da parada gay não é sua luta pelo respeito da sociedade, mas a quantidade absurda de dinheiro público que é jogada no ralo com gastos sem sentido. O dinheiro público que sai do nosso bolso alimenta a promiscuidade de uma "manifestação" de pessoas preocupadas apenas em explorar sua sexualidade e usar drogas. O caos que essa edição da parada gay causou foi a grande quantidade de apreensões de drogas e entorpecentes e de membros transando em plena avenida. Coisas como camisinhas e gel lubrificante que são distribuídos gratuitamente nessa "manifestação" queimam o dinheiro público que seria, por exemplo, a melhora da saúde, educação, transporte, entre outros. É o nosso dinheiro sendo aplicado na festa do uso de drogas e do sexo  em plena avenida.

Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, diz que a campanha foi abusivamente ofensiva. E acrescenta: "Quando dizem que nem santo salva da AIDS, é verdade. O que salva da AIDS são comportamentos corretos, responsáveis, respeitosos, dignos. Isso salva da AIDS”.

E o engraçado é que eles exigem respeito, e respeito não é uma coisa que deve ser imposta, mas deve ser adquirida. É muito equivocado esse comportamento da campanha da parada gay. Pede-se respeito desrespeitando. E fala muito bem Dom Odilo novamente: "Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”.

A campanha não leva a nada, só consegue apenas ofender grande parte dos religiosos do Brasil. E ficou claro que era este o objetivo da campanha, não conscientizar, mas ofender e escarnecer das pessoas que não concordam com a opinião deles e lutam para que ela não seja imposta à sociedade através da mídia e da política, as instituições que subsidiam essa ideologia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Desmascarando o Mito da Homofobia

Então quer dizer que é a influência do cristianismo que leva a sociedade a cometer atos homofóbicos... hummm...

José Roberto Fernandes, vestido de Papa, segurando uma camisinha
como se fosse uma hóstia, clara provocação à Igreja Católica.
São essas as pessoas que se julgam tolerantes
e querem ser respeitadas...
A palavra "Homofobia" entrou na moda agora. Todo mundo usa e acha bonita, mas ninguém sabe seu verdadeiro significado. A Associação de Defesa dos Direitos Homossexuais acusou a igreja católica de estar "possuída por uma loucura homofóbica". Se não acredita, leia. Parece-me mais uma associação de ataque do que de defesa...

Na verdade, os seguidores da ideologia gay (Prestem atenção! Não são todos os homossexuais que têm essa posição) apontam o cristianismo e sua posição contrária ao homossexualismo como homofóbicos. Lembrando que homofobia é o ódio mortal por homossexuais, e isso não ocorre nas igrejas cristãs. O fato é que todo tipo de opinião contrária ao homossexualismo está sendo considerada homofóbica. Algumas pessoas não sabem reconhecer a diferença entre não ter uma opinião a favor dos comportamentos homossexuais e estourar uma lâmpada na cabeça de um homossexual só porque ele é homossexual. A primeira não é homofóbica, é liberdade de opinião, já a segunda caracteriza a tal "homofobia".

Muito pelo contrário, o que a Associação de Defesa dos Direitos Homossexuais não sabe é que as igrejas cristãs são as únicas que acolhem os homossexuais. A igreja ama o pecador, assim como Deus ama o pecador, mas tem repúdio pelo pecado. A Igreja não tem ódio contra os homossexuais, em hipótese alguma. Somente não apoia as práticas do homossexualismo, são coisas totalmente diferentes.

A ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário, disse que é "absurdo" o número de homossexuais em mortos em crimes homofóbicos. A notícia pode ser lida neste link aqui. Vamos então fazer uma pequena análise do que a nossa ministra disse. Primeiramente, ela não cita nenhum número, até porque o objetivo não é esse. O objetivo é causar um espanto emocional na população sem usar nenhum tipo de raciocínio inteligente, somente frases bonitinhas e "discursinhos modernos" baseados num emocionalismo dogmático.

Essas associações usam muito da vitimização, que é abordada mais profundamente no tópico A Vitimização. Se passam de coitadinhos quando na verdade são os vilões da história, lobos na pele de cordeiros.

Deixando um pouco o emocionalismo de lado e usando a razão... (ebaaa!!)

Vamos aos números que a estatística nos fornece. O Brasil possui cerca de 200 milhões de habitantes, cujos 15% são homossexuais ou bissexuais, ou seja, cerca de 30 milhões de pessoas. Morrem cerca de 50.000 pessoas por ano no país. O Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais, publicado em 2009, aponta um número de 195 homossexuais mortos por motivos de ódio.

Ora, se compararmos o número de mortos por motivo de ódio aos homossexuais (a chamada homofobia) e o número de mortos no país anualmente, teremos uma diferença absurda (aqui sim podemos considerar absurda). Apenas compare, 195 mortes para 50.000, isso para uma classe de 30.000.000 de pessoas (número estimado de homossexuais no Brasil atualmente). É praticamente nulo, representa apenas 0,39% das mortes ocorridas por ano.

Há quem tenha um mínimo de bom senso e concorde com isto. É como diz a transsexual Rogéria no vídeo a seguir. O Brasil é um paraíso para os gays e travestis. A violência existe, mas ninguém está livre dela, todos sofrem, mulheres, homens, crianças, idosos, homossexuais, heterossexuais...


Você ainda pode ver em outra matéria, onde a delegada Rosimar Malafaia diz que “A inconstância de parceiros, por exemplo, dificulta o trabalho policial. Muitas vezes, eles se relacionam com pessoas que sequer fazem parte do círculo de amizades”. Isso significa que os comportamentos da maioria dos homossexuais assassinados por motivos homofóbicos dificulta o trabalho da polícia. 

Nessa mesma matéria, o presidente da GGB (Grupo Gay da Bahia), diz que para enfrentar os crimes homofóbicos é necessário “ensinar à população a respeitar os direitos humanos dos homossexuais”. E além disso que a “polícia e Justiça punam com toda severidade a homofobia e sobretudo, que os próprios gays e travestis evitem situações de risco, não levando desconhecidos para casa, evitando transar com marginais".

A mesma matéria ainda afirma que a maior parte de pessoas assassinadas por crimes homofóbicos são travestis que se prostituem e que grande grande parte desses assassinatos são cometidos por (pasmem!) outros homossexuais. Ou seja, o maior paradoxo da história: homossexuais homofóbicos!

Com base no estudo revelado pelo site Gays de Direita, podemos afirmar que: 71% dos assassinatos são cometidos por outros homossexuais, o que descarta o ódio aos homossexuais. 32% estavam envolvidos em ambientes com drogas, álcool e tráfico, o que é um risco para qualquer pessoa, independente da opção sexual (Ultrapassa 100% pois alguns casos se enquadravam nos dois aspectos).

E esses comportamentos descritos acima só podem ser de um cristão né, sem dúvida (eu usei de ironia nessa frase, só pra constar)....

É conclusivo que o cristianismo não tem nada a ver com as mortes de  homossexuais que acontecem no Brasil. Muito menos a influência do cristianismo leva a sociedade a ter uma postura homofóbica. A maioria dos autores de crimes homofóbicos são os próprios homossexuais que matam seus parceiros e o ambiente perigoso que eles vivem que dá condições perfeitas para que eles estejam ameaçadas de morte o tempo todo.


E aos que pensam que a Igreja Católica condena os Homossexuais...


Estão redondamente enganados. A Igreja não condena os homossexuais, aliás, é muito conhecido o preceito Católico de amar o pecador, mas abominar o pecado. O que o Catolicismo não concorda é a pratica do homossexualismo, ou seja, o relacionamento de duas pessoas do mesmo sexo.


Não acredita? Então basta ler o que diz o documento CIC (Catecismo da Igreja Católica) no parágrafo 2358: "Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição."


A Igreja acolhe os homossexuais, e muitos deles nem sabem disso, acabam criticando a Igreja sem fundamentos, sem conhecimento. Tomam a Igreja como inimiga sem sequer conhecer os seus ensinamentos. Porém parece meio difícil pedir para alguém procurar conhecer o que critica quando esse alguém baseia seu pensamento em algum "discursinho" de um "revolucionista moderninho", ou possui um pensamento baseado nos informativos programas de "Reality Show" e novelas cheios de conteúdo intelectual da TV brasileira.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Falácias e Técnicas Mais Comuns dos Neo-ateus

Para ficar mais acessível, juntei num único post as técnicas mais comuns usadas pelos neo-ateus para atacar os teístas.

Aqui eu só listo as mais comuns, acredito que 95% dos ateus usam somente essas técnicas. Os que usam outras são casos raros. Aí está a lista:

É possível que eu adicione alguns novos tópicos ao decorrer do tempo, mas acredito que não irá fugir muito disso...

Espero que gostem!!! Abraços!!!

Ateus são inteligentes, religiosos não

Devido à grande evolução da ciência, criou-se um estereótipo resumido em uma frase muito enganadora: "Ateus são inteligentes e independentes, religiosos são burros e dependentes". Isso pode ser esclarecido também num outro post chamado Estereótipo do Religioso.

É mais uma das inúmeras técnicas de humilhação e constrangimento usadas pelos neo-ateus para sustentar suas posições mal pensadas. Quando não se possui argumentos para continuar o debate, o apelo ao emocional e ao escárnio é comum por parte dos neo-ateus. Isso só demonstra a inferioridade intelectual dos mesmos.

Muitos dos neo-ateus nunca usaram a lógica para raciocinar sobre a existência de Deus, só adotaram a posição de ateus por motivos emocionais ou por um apelo que ouviu de algum ateu humilhando e inferiorizando os teístas e suas posições, ou uma inferiorização que ele mesmo sofreu quando era teísta. Aí vai um diálogo clássico como exemplo:

Neo-ateu - Não precisamos dessa ideia antiquada das religiões, a ciência não precisa de Deus, ao contrário de você que precisa de um amigo imaginário para fazer companhia.

Basta ler novamente e verificar se há alguma base lógica na frase. Totalmente sem lógica e irrelevante a colocação.

A técnica é abusivamente suja, mas é comum de se ouvir. Vem carregada de ignorância quanto à ciência, ou seja, o neo-ateu não sabe qual é o âmbito de conhecimento da ciência. Pois provavelmente sua técnica foi adquirida de algum discursinho de um ateu pseudo-cético que acha que um dia a ciência poderá responder a todas as perguntas da humanidade. A ciência só diz respeito ao que é empírico, ou seja, existem outras formas de se adquirir conhecimento, a ciência não é a única maneira.

Também possui altas doses de "self selling", ou seja, a pessoa não usa argumentos lógicos, apenas diz uma frase "bonitinha" e se vende como o bonzinho ou o sabe-tudo da história, quando na verdade seu argumento não tem valor nenhum.

Teísta - Você só está querendo dizer que você é forte por ser ateu e eu sou fraco por ser cristão, não faz sentido lógico algum. Isso não é evidência de que Deus não existe. A única coisa que você conseguiu foi humilhar a mim e à todos os religiosos, nada mais.

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