domingo, 21 de agosto de 2011

Crítica: Campanha pelo uso de camisinha - Parada Gay


Quanta infelicidade nas incitações pra lá de provocativas contidas nessa triste campanha que se deu durante a parada gay de 2011. É como dizem não é, quando acabam-se os argumentos inteligentes entram os deboches e os desrespeitos.

A campanha usava cartazes com imagens de Santos Católicos, só que debochados de uma forma bem "promiscua". Ainda possuía no topo dos cartazes uma frase muito provocativa: "Nem Santo te protege". Realmente, dessa vez a coisa passou de todos os limites. A explícita e audaciosa provocação teve uma grande repercussão, não pela mensagem que passava, mas pela polêmica que causou.

O grande problema da parada gay não é sua luta pelo respeito da sociedade, mas a quantidade absurda de dinheiro público que é jogada no ralo com gastos sem sentido. O dinheiro público que sai do nosso bolso alimenta a promiscuidade de uma "manifestação" de pessoas preocupadas apenas em explorar sua sexualidade e usar drogas. O caos que essa edição da parada gay causou foi a grande quantidade de apreensões de drogas e entorpecentes e de membros transando em plena avenida. Coisas como camisinhas e gel lubrificante que são distribuídos gratuitamente nessa "manifestação" queimam o dinheiro público que seria, por exemplo, a melhora da saúde, educação, transporte, entre outros. É o nosso dinheiro sendo aplicado na festa do uso de drogas e do sexo  em plena avenida.

Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, diz que a campanha foi abusivamente ofensiva. E acrescenta: "Quando dizem que nem santo salva da AIDS, é verdade. O que salva da AIDS são comportamentos corretos, responsáveis, respeitosos, dignos. Isso salva da AIDS”.

E o engraçado é que eles exigem respeito, e respeito não é uma coisa que deve ser imposta, mas deve ser adquirida. É muito equivocado esse comportamento da campanha da parada gay. Pede-se respeito desrespeitando. E fala muito bem Dom Odilo novamente: "Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”.

A campanha não leva a nada, só consegue apenas ofender grande parte dos religiosos do Brasil. E ficou claro que era este o objetivo da campanha, não conscientizar, mas ofender e escarnecer das pessoas que não concordam com a opinião deles e lutam para que ela não seja imposta à sociedade através da mídia e da política, as instituições que subsidiam essa ideologia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Desmascarando o Mito da Homofobia

Então quer dizer que é a influência do cristianismo que leva a sociedade a cometer atos homofóbicos... hummm...

José Roberto Fernandes, vestido de Papa, segurando uma camisinha
como se fosse uma hóstia, clara provocação à Igreja Católica.
São essas as pessoas que se julgam tolerantes
e querem ser respeitadas...
A palavra "Homofobia" entrou na moda agora. Todo mundo usa e acha bonita, mas ninguém sabe seu verdadeiro significado. A Associação de Defesa dos Direitos Homossexuais acusou a igreja católica de estar "possuída por uma loucura homofóbica". Se não acredita, leia. Parece-me mais uma associação de ataque do que de defesa...

Na verdade, os seguidores da ideologia gay (Prestem atenção! Não são todos os homossexuais que têm essa posição) apontam o cristianismo e sua posição contrária ao homossexualismo como homofóbicos. Lembrando que homofobia é o ódio mortal por homossexuais, e isso não ocorre nas igrejas cristãs. O fato é que todo tipo de opinião contrária ao homossexualismo está sendo considerada homofóbica. Algumas pessoas não sabem reconhecer a diferença entre não ter uma opinião a favor dos comportamentos homossexuais e estourar uma lâmpada na cabeça de um homossexual só porque ele é homossexual. A primeira não é homofóbica, é liberdade de opinião, já a segunda caracteriza a tal "homofobia".

Muito pelo contrário, o que a Associação de Defesa dos Direitos Homossexuais não sabe é que as igrejas cristãs são as únicas que acolhem os homossexuais. A igreja ama o pecador, assim como Deus ama o pecador, mas tem repúdio pelo pecado. A Igreja não tem ódio contra os homossexuais, em hipótese alguma. Somente não apoia as práticas do homossexualismo, são coisas totalmente diferentes.

A ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário, disse que é "absurdo" o número de homossexuais em mortos em crimes homofóbicos. A notícia pode ser lida neste link aqui. Vamos então fazer uma pequena análise do que a nossa ministra disse. Primeiramente, ela não cita nenhum número, até porque o objetivo não é esse. O objetivo é causar um espanto emocional na população sem usar nenhum tipo de raciocínio inteligente, somente frases bonitinhas e "discursinhos modernos" baseados num emocionalismo dogmático.

Essas associações usam muito da vitimização, que é abordada mais profundamente no tópico A Vitimização. Se passam de coitadinhos quando na verdade são os vilões da história, lobos na pele de cordeiros.

Deixando um pouco o emocionalismo de lado e usando a razão... (ebaaa!!)

Vamos aos números que a estatística nos fornece. O Brasil possui cerca de 200 milhões de habitantes, cujos 15% são homossexuais ou bissexuais, ou seja, cerca de 30 milhões de pessoas. Morrem cerca de 50.000 pessoas por ano no país. O Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais, publicado em 2009, aponta um número de 195 homossexuais mortos por motivos de ódio.

Ora, se compararmos o número de mortos por motivo de ódio aos homossexuais (a chamada homofobia) e o número de mortos no país anualmente, teremos uma diferença absurda (aqui sim podemos considerar absurda). Apenas compare, 195 mortes para 50.000, isso para uma classe de 30.000.000 de pessoas (número estimado de homossexuais no Brasil atualmente). É praticamente nulo, representa apenas 0,39% das mortes ocorridas por ano.

Há quem tenha um mínimo de bom senso e concorde com isto. É como diz a transsexual Rogéria no vídeo a seguir. O Brasil é um paraíso para os gays e travestis. A violência existe, mas ninguém está livre dela, todos sofrem, mulheres, homens, crianças, idosos, homossexuais, heterossexuais...


Você ainda pode ver em outra matéria, onde a delegada Rosimar Malafaia diz que “A inconstância de parceiros, por exemplo, dificulta o trabalho policial. Muitas vezes, eles se relacionam com pessoas que sequer fazem parte do círculo de amizades”. Isso significa que os comportamentos da maioria dos homossexuais assassinados por motivos homofóbicos dificulta o trabalho da polícia. 

Nessa mesma matéria, o presidente da GGB (Grupo Gay da Bahia), diz que para enfrentar os crimes homofóbicos é necessário “ensinar à população a respeitar os direitos humanos dos homossexuais”. E além disso que a “polícia e Justiça punam com toda severidade a homofobia e sobretudo, que os próprios gays e travestis evitem situações de risco, não levando desconhecidos para casa, evitando transar com marginais".

A mesma matéria ainda afirma que a maior parte de pessoas assassinadas por crimes homofóbicos são travestis que se prostituem e que grande grande parte desses assassinatos são cometidos por (pasmem!) outros homossexuais. Ou seja, o maior paradoxo da história: homossexuais homofóbicos!

Com base no estudo revelado pelo site Gays de Direita, podemos afirmar que: 71% dos assassinatos são cometidos por outros homossexuais, o que descarta o ódio aos homossexuais. 32% estavam envolvidos em ambientes com drogas, álcool e tráfico, o que é um risco para qualquer pessoa, independente da opção sexual (Ultrapassa 100% pois alguns casos se enquadravam nos dois aspectos).

E esses comportamentos descritos acima só podem ser de um cristão né, sem dúvida (eu usei de ironia nessa frase, só pra constar)....

É conclusivo que o cristianismo não tem nada a ver com as mortes de  homossexuais que acontecem no Brasil. Muito menos a influência do cristianismo leva a sociedade a ter uma postura homofóbica. A maioria dos autores de crimes homofóbicos são os próprios homossexuais que matam seus parceiros e o ambiente perigoso que eles vivem que dá condições perfeitas para que eles estejam ameaçadas de morte o tempo todo.


E aos que pensam que a Igreja Católica condena os Homossexuais...


Estão redondamente enganados. A Igreja não condena os homossexuais, aliás, é muito conhecido o preceito Católico de amar o pecador, mas abominar o pecado. O que o Catolicismo não concorda é a pratica do homossexualismo, ou seja, o relacionamento de duas pessoas do mesmo sexo.


Não acredita? Então basta ler o que diz o documento CIC (Catecismo da Igreja Católica) no parágrafo 2358: "Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição."


A Igreja acolhe os homossexuais, e muitos deles nem sabem disso, acabam criticando a Igreja sem fundamentos, sem conhecimento. Tomam a Igreja como inimiga sem sequer conhecer os seus ensinamentos. Porém parece meio difícil pedir para alguém procurar conhecer o que critica quando esse alguém baseia seu pensamento em algum "discursinho" de um "revolucionista moderninho", ou possui um pensamento baseado nos informativos programas de "Reality Show" e novelas cheios de conteúdo intelectual da TV brasileira.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Falácias e Técnicas Mais Comuns dos Neo-ateus

Para ficar mais acessível, juntei num único post as técnicas mais comuns usadas pelos neo-ateus para atacar os teístas.

Aqui eu só listo as mais comuns, acredito que 95% dos ateus usam somente essas técnicas. Os que usam outras são casos raros. Aí está a lista:

É possível que eu adicione alguns novos tópicos ao decorrer do tempo, mas acredito que não irá fugir muito disso...

Espero que gostem!!! Abraços!!!

Ateus são inteligentes, religiosos não

Devido à grande evolução da ciência, criou-se um estereótipo resumido em uma frase muito enganadora: "Ateus são inteligentes e independentes, religiosos são burros e dependentes". Isso pode ser esclarecido também num outro post chamado Estereótipo do Religioso.

É mais uma das inúmeras técnicas de humilhação e constrangimento usadas pelos neo-ateus para sustentar suas posições mal pensadas. Quando não se possui argumentos para continuar o debate, o apelo ao emocional e ao escárnio é comum por parte dos neo-ateus. Isso só demonstra a inferioridade intelectual dos mesmos.

Muitos dos neo-ateus nunca usaram a lógica para raciocinar sobre a existência de Deus, só adotaram a posição de ateus por motivos emocionais ou por um apelo que ouviu de algum ateu humilhando e inferiorizando os teístas e suas posições, ou uma inferiorização que ele mesmo sofreu quando era teísta. Aí vai um diálogo clássico como exemplo:

Neo-ateu - Não precisamos dessa ideia antiquada das religiões, a ciência não precisa de Deus, ao contrário de você que precisa de um amigo imaginário para fazer companhia.

Basta ler novamente e verificar se há alguma base lógica na frase. Totalmente sem lógica e irrelevante a colocação.

A técnica é abusivamente suja, mas é comum de se ouvir. Vem carregada de ignorância quanto à ciência, ou seja, o neo-ateu não sabe qual é o âmbito de conhecimento da ciência. Pois provavelmente sua técnica foi adquirida de algum discursinho de um ateu pseudo-cético que acha que um dia a ciência poderá responder a todas as perguntas da humanidade. A ciência só diz respeito ao que é empírico, ou seja, existem outras formas de se adquirir conhecimento, a ciência não é a única maneira.

Também possui altas doses de "self selling", ou seja, a pessoa não usa argumentos lógicos, apenas diz uma frase "bonitinha" e se vende como o bonzinho ou o sabe-tudo da história, quando na verdade seu argumento não tem valor nenhum.

Teísta - Você só está querendo dizer que você é forte por ser ateu e eu sou fraco por ser cristão, não faz sentido lógico algum. Isso não é evidência de que Deus não existe. A única coisa que você conseguiu foi humilhar a mim e à todos os religiosos, nada mais.

Religião é só algo cultural

Essa é uma técnica muito usada pelos neo-ateus. Basicamente afirma que a religião depende somente do lugar em que você nasce, sendo somente um fator cultural.

Em partes isso está certo, mas não completamente. A religião não é SOMENTE um fator cultural, essa afirmação contém erros. Também é um fator cultural, não se pode negar, mas não é SOMENTE um fator cultural. Isso é um tipo de falácia conhecida como "Falácia Genética".

A Falácia Genética ocorre quando se tenta invalidar uma posição mostrando como a pessoa veio a acreditar nisso. Mesmo que alguém tenha começado a acreditar em Deus por influência dos pais ou da família, por exemplo, isso não afeta em absolutamente nada com relação a veracidade ou falsidade dessa crença.

Neo-ateu - Você é cristão e acredita em Deus porque nasceu no Brasil. Se tivesse nascido na China você não seria assim.
Teísta - Você cometeu um grave erro de lógica chamado "Falácia Genética". Não é possível invalidar minha crença a partir de como eu comecei a acreditar nela. Isso é somente uma especulação, não há como saber se eu tivesse nascido na China eu não seria cristão.

Técnica facilmente refutada pelo teísta. Mas, para dar uma melhor ilustração ao tema, fica um vídeo de William Lane Craig explicando sobre a falácia genética.

Deus, Allah ou Jah?

Simplesmente uma pequena dose de raciocínio resolveria isso. Mas alguns ainda fazem questão de usá-lo para atacar os teístas. Por exemplo:

Neo-ateu - Você acredita em Deus, Allah ou Jah?

A intenção é tentar confundir dando nomes diferentes para a mesma coisa. Estamos falando do mesmo Ser, só usando nomes diferentes. Isso não influencia em nada nos argumentos para a existência de Deus, na verdade, isso é irrelevante, pois no Brasil se diz "Deus", nos Estados Unidos "God", na Espanha "Dios", na Índia "Allah".

Basta simplesmente demonstrar que, independentemente do nome a Ele atribuído, estamos falando do mesmo Ser, com as mesmas características. Sendo assim, o nome é irrelevante.


Neo-ateu - Você acredita em Deus, Allah ou Jah?
Teísta - Independentemente do nome, estamos falando do mesmo Ser. É o mesmo Deus com um nome diferente, devido ao local. Por exemplo, nos Estados Unidos se diz "God", na Índia "Allah", e ainda sim está se falando do mesmo Ser.

divindades politeístas

Essa também é comum, e também é bem parecida com uma outra já esclarecida, a técnica do Amigo Imaginário.

Vamos ver um exemplo clássico:

Neo-ateu - Por que você acredita em Deus e não acredita em Zeus, Rá, Thor... etc, etc, etc...???

Primeiramente, por ser uma questão pessoal, já é falha. Mas há maneiras de refutá-la.

A refutação é simples. Partindo do princípio, Deus é um ser pessoal, transcendental e necessário. A discussão não segue na mesma esfera. Por exemplo, Zeus é um ser físico, com características físicas e foi um ser causado, pois é filho de Cronos, segundo a mitologia grega. Deus é um Ser imaterial e não-causado, ou seja, não está no plano físico, mas no metafísico.

Além disso, eu posso justificar minha crença com base nos argumentos racionais que indicam a existência de Deus. As demais divindades (com letra minúscula mesmo) não possuem argumentos que indicam sua existência.

Neo-ateu - Por que você acredita em Deus e não acredita em Zeus, Rá, Thor... etc, etc, etc...???
Teísta - Porque existem argumentos racionais que apontam para existência de Deus, como o Argumento Cosmológico, por exemplo.
Neo-ateu - E os outros fiéis também podem usar os mesmos argumentos, pois Zeus é "Deus" para eles.
Teísta - Não, pois o Ser que estes argumentos defendem é um Ser transcendental, imaterial, entre outras características que as divindades politeístas não possuem.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Religião só causou guerras e mortes

Está aí outra que mesmo depois de apanhar tanto ainda continua querendo lutar. Pode até parecer loucura (se não o é mesmo) mas ainda existem neo-ateus que insistem nessa "velha amiguinha" deles, já desmascarada por várias vezes.

Acredito que 99% dos neo-ateus usam este "argumento" como sua principal justificativa para a provável inexistência de Deus. O fato é que isso não afeta em nada os argumentos para a existência de Deus. Veja só um exemplo:

Neo-ateu - Eu não acredito em Deus porque as religiões causaram muitas guerras e mortes.
Teísta - Tudo bem. Mas isso não prova a inexistência de Deus. Encontre algum argumento para dar suporte à sua posição.

Torno a dizer: esta afirmação não afeta em nada os argumentos lógicos para a existência de Deus. Não perca tempo tentando mostrar o que a religião fez de bom para debater com um neo-ateu que usa dessa técnica, simplesmente mostre a ele que isso não prova a inexistência de Deus.

"A unica igreja que ilumina é a que arde"
Lema difundido pelas associações ateístas espanholas em panfletos e em caixas de fósforos.
O ruim é que a pintaram um conceito de religião que não existe. Essa história de que as religiões são a maior causa de guerras e mortes no mundo é falsa. E os neo-ateus que afirmam isso não têm conhecimento de que isso é apenas um mito. Normalmente, esse tipo de pessoa aprendeu isso na escola, que visa somente criar uma visão histórica terrível da religião.

No livro "The Irrational Atheist", o autor Theodore Beale (também conhecido com Vox Day), usa várias referências como a "Encyclopaedia of Wars" para desmascarar esse mito histórico. Examinando mais de 1700 guerras, desde mais de 2300 anos antes de Cristo até os dias de hoje, apenas 123 guerras podem ser razoavelmente atribuídas à religião.

Um número de 66 dessas guerras foram levadas a cabo por muçulmanos, ou seja, com exceção do Islã, chegamos ao número de 57 guerras atribuídas às religiões do mundo. Isto é, dentro de um período de mais de 4000 anos, as religiões foram responsáveis por apenas 3,23% de todas as guerras.

Segundo Vox Day, "As evidências históricas são conclusivas. A religião não é a causa primária das guerras." Ao contrário, os maiores genocídios da história são atribuídos a regimes ateus e pagão-ateus, como o "Grande Salto em Frente" e o Holocausto, respectivamente.

Sem contar que, em 1936, ateus espanhóis mataram cerca de 6000 membros do clero Católico, ou seja, não só superaram como dobraram em um só ano o número de vítimas que a Inquisição levou três séculos e meio.

Bom, o objetivo era abrir a mente para não cair essa falsidade que inventaram sobre as religiões. Os neo-ateus falam somente da Inquisição, mas esquecem das milhares de outras guerras e genocídios causados por regimes ateus e pagão-ateus. De qualquer maneira, isso não prova que Deus não existe.

Amigo Imaginário

Dessa vez o Noel se deu mal
Ao contrário do que muitos pensam, é comum numa conversa o ateu usar essa ultrapassada técnica que ficou conhecida como o "Amigo Imaginário". O ateu diz que a crença em Deus é como a crença de uma criança em um amigo imaginário. A comparação é esdruxula, mas ainda sim muitos a usam, acreditando que nela há um grande poder intelectual.

Bom, vamos ao exemplo. O ateu alega que Deus é um ser imaginário, mais precisamente, um amigo imaginário, como o que algumas pessoas costumam ter na infância. De acordo com o ateu, Deus é assim, portanto cabe a ele o ônus da prova. Segue um pequeno diálogo com um exemplo da refutação dessa ultrapassada técnica.

Neo-ateu - Você ainda acredita em amigos imaginários?
Teísta - Não, eu acredito em Deus.
Neo-ateu - Então você acredita em amigos imaginários, porque Deus não é nada mais do que um amigo imaginário de adultos.
Teísta - Então prove que ele é um ser imaginário.
Neo-ateu - Deus possui as mesmas características do Papai Noel, por exemplo. Então, Ele é imaginário.
Teísta - Você cometeu um grave erro. Os ser ao que você se refere é um ser material, com características físicas, como a barba branca. Deus é imaterial, ou seja, é impossível que Deus seja igual ao Papai Noel. A definição que você tem de Deus é que é errada.

O erro consiste na comparação entre Deus e seres como, por exemplo, o Papai Noel. Analisemos o Papai Noel então. Ele é um velhinho gordo, com barba branca, roupa vermelha e que voa num treno puxado por renas voadoras. Vejam só, todas as características de um ser físico, material. E isso vale para amigos imaginários, duendes, fadas, unicórnios, saci-pererê e o que mais você ouvir por aí.

Deus não possui essas características, pois é um ser imaterial e espiritual. A esfera de discussão é diferente. Enquanto o Papai Noel está na esfera física, Deus está na metafísica. Isto significa que Deus não é igual o Papai Noel.

Teísta - E posso acrescentar, existem argumentos lógicos para a existência de Deus. Que eu saiba, não há nenhum argumento que prove a existência do Papai Noel.

(Você pode usar, por exemplo, o Argumento Cosmológico)

Lembre-se que o ônus da prova é do neo-ateu, pois foi ele quem disse que Deus era um ser imaginário. Em momento nenhum o teísta afirma isso, portanto, não cabe ao teísta provar.

Essas pessoas que se dizem inteligentes e adultas ainda têm dentro da cabeça uma ideia de Deus igual a de uma criança. Na verdade, a técnica é mais provocadora do que qualquer outra coisa. A intenção não é provar que Deus não existe, e sim humilhar a crença dos teístas, o que é normal vindo de neo-ateus.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O argumento Cosmológico

É uma lei básica para todo físico ou químico o que conhecemos por "Lei da Conservação da Matéria". Também se conhece essa lei por "Lei de Lavoisier", pois foi o mesmo quem tornou essa lei mundialmente conhecida. Antoine Laurent de Lavoisier também é conhecido como o pai da química moderna.

Em suma, essa lei diz que em qualquer sistema, seja ele físico ou químico, nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra. Isto significa que é impossível criar algo do nada ou transformar algo em nada.

Agora, partindo deste princípio físico-químico, podemos iniciar um pensamento filosófico chamado "Argumento Cosmológico".

É verdade que as coisas existem, todos sabemos disso, mas não se sabe explicar por que as coisas existem ao invés de não existirem. Não se sabe explicar por que o Universo e tudo o que conhecemos existe. Normalmente, os ateus costumam ficar em xeque quando colocados frente a essas realidades.

A hipótese científica mais usada para tentar explicar a origem do Universo e das coisas é o Big-Bang. A hipótese afirma que o Big-Bang foi uma grande explosão que deu origem às coisas. Entretanto, antes do Big-Bang nada existia.

A ilusória hipótese do Big-Bang é tão inconsistente que se contraria logo de início. O Big-Bang surgiu do nada, mas tudo o que passa a existir têm uma causa, logo, alguma coisa deveria ter causado o Big-Bang. É impossível que ele simplesmente tenha "surgido do nada".

Outro ponto também confirma ainda mais a inconsistência da teoria. É impossível que nada existisse antes do Big-Bang, pois é impossível criar algo do nada.

A ideia é simples, porém exige muito pensamento e reflexão. Deve haver alguma coisa que trouxe o Universo à existência. Por ser a causa do tempo e espaço, esse deve ser um Ser não-causado, atemporal, aespacial, imaterial, de poder imenso e pessoal. A causa deve transcender espaço e tempo, portanto não pode ser física nem material.

Só existem duas coisas que se encaixam nesse perfil supracitado: um objeto abstrato ou Deus. Como uma ideia abstrata não pode ser causa de nada, somente Deus pode ser a causa do Universo.

- Primeiro: do nada, nada se cria, pois o nada não existe;
- Segundo: tudo o que passa a existir têm uma causa;
- Terceiro: o Universo têm uma causa, não pode simplesmente ter acontecido do nada;
- Quarto: esta causa tem que ser não-causada, atemporal, aespacial, imaterial, poderosa e pessoal;

- Logo, podemos concluir de longe que a explicação mais plausível para a origem do Universo é Deus.

Segue o vídeo de William Lane Craig, famoso teólogo, explicando o "Argumento Cosmológico":


domingo, 14 de agosto de 2011

Deus Existe?

Deus Pai criando o Sol e a Lua
(imagem da internet)
Existem diversas teorias, estudos e argumentos que tentam provar a existência de um Ser Superior. Ainda existem, paralelas a estas questões, outras como, por exemplo, a origem do Universo.

Existe uma visão que se propagou mais recentemente que se chama "Sintonia fina do Universo". Se trata da perfeição de tudo o que existe na natureza e de como tudo está milimetricamente ajustado para fornecer condições básicas para a vida. Não é nada impossível de se imaginar, não é necessária a ajuda de ninguém para pensar sobre isso.

Primeiramente refleti sozinho, contemplando a perfeição existente na obra da criação. Isso me indignava, pois é difícil acreditar que isto foi tudo obra do acaso, que aconteceu por coincidência. Posteriormente, saí a procura de números, a fim de fortalecer meu conhecimento da teoria. Aí sim comecei a ficar assustado, pois é tudo mais impressionante quando explicado por alguém que sabe calcular a probabilidade de tudo o que conhecemos ser obra do acaso.

Segue o vídeo, um dos meus prediletos, sobre o argumento conhecido por "Fine-Tuning" ou seja, "Sintonia Fina". Trata-se de um estudo de Lee Strobel, um jornalista, que cita evidências físicas fantásticas que apelam para o divino. Vocês verão que a melhor explicação para tudo ser tão perfeitamente calibrado, a ponto de permitir a existência de vida inteligente, é a existência de um Criador.


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