quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Abortem o Aborto!

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E como prometido...

No post Aborto de Anencéfalos: A Eugenia Nazista no Brasil, eu disse que faria um outro post tratando sobre o tema "aborto" de uma maneira geral. Quando aconteceu do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovar a legalização do aborto de fetos anencéfalos, no dia 12 de abril desse ano, eu escrevi um artigo explicando porque a decisão era precipitada, mal pensada e porque eu era totalmente contra. Me perguntaram se eu era contra o aborto de anencéfalos. Eu disse que, primeiramente, sou contra o aborto de uma maneira geral, e que escreveria sobre isso no blog algum dia. Então, eis que esse dia chegou.

Vou abordar agora os principais argumentos usados pelos que defendem o aborto e demonstrar suas falhas. Em seguida vou abordar alguns argumentos contrários, mostrando que a opção pelo aborto é inaceitável.

Antes de entrar em qualquer argumentação, é necessário rever alguns conceitos que se distorceram ao longo dos anos devido ao relativismo e o secularismo que imperam em nossa sociedade atualmente. Vamos partir de uma pergunta simples: qual é o primeiro objetivo da relação sexual? Nós devemos entender que a relação sexual, tanto nos homens quanto nos animais, tem um primeiro e principal objetivo, que é a reprodução da espécie. Todo e qualquer outro objetivo que se dê à relação sexual vem depois do primeiro objetivo, que é a reprodução, e é menos importante do que este. Por exemplo, nós seres humanos, que somos racionais, também fazemos sexo por amor e para obter prazer. Mas não podemos nos esquecer que esse objetivo (obtenção de prazer) é secundário, e portanto, menos importante que a reprodução, que o fim principal da relação sexual.

Temos que entender que a relação sexual implica, necessariamente, na reprodução da espécie. Isso não pode ser evitado, somente pode ter suas probabilidades reduzidas, através de métodos anticoncepcionais. Quando um casal decide ter uma relação sexual, subentende-se que eles já sabem das chances de ocorrer uma possível gravidez, afinal, relação sexual implica em reprodução. E ainda que o casal use algum tipo de contraceptivo, como a camisinha por exemplo, isso apenas diminui as chances de uma possível concepção, não eliminando totalmente as chances de que ela ocorra. O casal deve saber disso ao decidir ter uma relação sexual. Só há uma maneira de eliminar completamente as chances de uma gravidez indesejada acontecer, e ela se chama castidade.

"É um direito da mulher escolher se quer ter o bebê ou nao..."

O primeiro (e acredito que também seja o mais usado) de todos os argumentos é a ideia de que é um direito de escolha da mulher querer ter o bebê ou não. De um modo especial, esse argumento é muitíssimo usado pelas feministas. Entretanto, ao entrar nesse tipo de argumento, as pessoas sem saber estão em uma situação muito complicada. Um bebê não é feito somente pela mulher, mas pela mulher e pelo homem juntos. É impossível, naturalmente falando, que a concepção aconteça de outra maneira. É preciso da ação e do consentimento de ambas as partes, caso contrário, não há fecundação, não há gravidez, não há bebê. Então essa escolha não pode ser unicamente da mulher, mas do casal. Muitas feministas costumam alegar que a escolha é da mulher pois é ela quem carrega o bebê no ventre por nove meses, sendo o homem somente um "doador de esperma". Pois bem, se o homem é apenas um doador de esperma, isso tira dele toda a responsabilidade como pai de sustentar a criança e a mãe também, colocando em xeque direitos que levaram muito tempo para serem adquiridos pelas mulheres, como o direito à pensão. Será que as feministas realmente querem abrir mão desses direitos?

Se levarmos em consideração que, tanto o homem quanto a mulher, devem obrigatoriamente saber das consequências possíveis de uma relação sexual e, ao optarem por ter uma relação sexual, assumem as responsabilidades dessas mesmas consequências, a "questão de escolha" se torna uma mera "desculpinha esfarrapada", coisa de gente que não gosta de assumir a responsabilidade por suas atitudes. A escolha da mulher deve ser feita antes da relação sexual, pois as chances de uma gravidez ocorrer existem. Se ela não quer ter um bebê, então não faça sexo, ou faça sabendo das possibilidades de que isso venha a acontecer. É como saltar de pára-quedas de um avião. Há chances, ainda que poucas, de que o pára-quedas não abra. Você deve decidir se quer pular ou não antes do salto, porque no meio dele não dá. Resumindo, a mulher tem todo o direito de escolher sim se quer ter o bebê ou não, desde que ela faça essa escolha antes da relação sexual. Se ela quer ter o bebê, ou ao menos quer assumir o risco de que uma possível gravidez aconteça, ela opta por ter a relação sexual, caso contrário, ela opta por não ter. Simples.

"A pessoa não tem condições de cuidar da criança quando ela nascer..."

Uma outra desculpa muito usada para a legalização do aborto é a de que muitas pessoas não têm condições de cuidar da criança quando ela nascer. Bem, uma resposta possível pode ser parecida com a da desculpinha anterior. Se os pais não têm condições de cuidar do bebê, então não tenham um bebê! Como? Através do aborto? Não. Através de meios naturais de controle de natalidade, como o Billings por exemplo, que é extremamente confiável e não causa nenhum tipo de dano ao corpo da mulher. Diferentemente do aborto que pode causar uma enorme quantidade de males à mulher que o fizer. Da mesma forma, um casal que não tem condições de cuidar de uma criança também não teria condições de pagar um aborto, que realmente custa muito dinheiro. Muito menos teria condições de pagar um tratamento médico para a mulher, que poderia sofrer com diversos males oriundos da prática do aborto.

Uma outra ideia seria a adoção, como acontece nos EUA. Quando a família não tem condições de cuidar do bebê, ele pode ser adotado por um outro casal. O processo de adoção que acontece nos EUA é muito confiável, quem já viu procurou saber como ocorre sabe do que estou falando.

"É justificável no caso de estupro..."

Outro caso também muito falado é a questão do estupro. Muitas vezes uma mulher pode engravidar devido a um crime de estupro, onde ela claramente não consentiu em ter relações sexuais. Este é um caso onde o remédio está sendo aplicado no lugar errado. Não é possível curar um machucado nos pés fazendo um curativo nas mãos. As pessoas não entendem que o problema aqui não está na gravidez, mas no estupro! Quem é que nós devemos combater, o bebê ou o estuprador? Não adianta abortar a criança e deixar o estuprador solto por aí, cometendo mais e mais crimes. É preciso cortar o mal pela raiz. Combata os estupradores e acabe com os estupros. Como diz o velho ditado, é melhor prevenir do que remediar.

Há também um ponto importante a ser ressaltado quanto a questão do estupro. Não é justo matar um bebê por um crime cometido pelo pai. O que é pior? Assassinato ou estupro? Não é justo tirar a vida de um bebê por um crime que ele não cometeu, pelo crime de seu pai.

Existem muitas outras "desulpinhas esfarrapadas" que as pessoas costumam usar para defender o aborto, mas eu acredito que as mais usadas são as três supracitadas. Não irei abordar todas aqui neste artigo pois isso o deixaria muito extenso. Caso vocês, caros leitores, quiserem que eu aborde algum outro argumento usado pelos abortistas, por favor deixem por escrito nos comentários.

Alguns argumentos contrários ao aborto

Fins não justificam meios, portanto o aborto é imoral

Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1753: "Uma intenção boa (por exemplo ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento desordenado em si mesmo (como a mentira e a maledicência). O fim não justifica os meios. Assim, não se pode justificar a condenação de um inocente como meio legítimo de salvar o povo."

Eu poderia dizer aqui que desenvolvi uma ideia que acabaria com a fome e a miséria no Mundo todo, isso é de fato algo muito bom, mas que para isso eu precisaria escravizar 10% da população mundial, e isso é de fato algo muito ruim. Não importa o tamanho do bem que será alcançado como fim, se o método utilizado for mau, a atitude se torná má também. Parece muito bom quando dizemos que é possível eliminar o risco de uma mulher em uma gestação perigosa, ou que podemos eliminar o sofrimento de uma criança que não poderá ser sustentada ao nascer, mas quando analisamos que para que isso aconteça nós precisamos matar um bebê, as coisas mudam de figura.

Imagine todos os seus sofrimentos, todos os seus problemas e preocupações. Você pode resolver todos eles, pode acabar com todo o seu sofrimento... basta matar uma criança... você faria?!

O imperativo categórico kantiano

Outro argumento contrário ao aborto, e esse não é religioso, que pode ser usado contra os abortistas é o conceito de ética trabalhado por Kant, conhecido como "Imperativo Categórico". O imperativo categórico kantiano consiste basicamente em universalizar uma determinada atitude e analisar suas consequências, se boas, o ato é bom, se ruins, o ato é mau e inaceitável. Por exemplo, vamos supor que todas as pessoas começassem a mentir. O conceito de verdade e mentira seria completamente perdido e ninguém mais saberia quando o outro estaria falando a verdade ou não, a comunicação se tornaria impossível e o caos tomaria conta da humanidade. Portanto a mentira não pode ser algo bom. Agora vamos aplicar o mesmo ao aborto. Imagine se todas as pessoas no mundo começassem a abortar. O que aconteceria com a humanidade? Extinção! Como pode o aborto ser algo bom?! Como pode-se justificar uma atitude como essa?!

Para concluir...

Não há argumentos que sustentem essa posição, e quando deparado com as verdades, o abortista costuma repensar e mudar de opinião. O vídeo a seguir mostra um exemplo claro disso que eu acabei de dizer. Pessoas mudam de opinião em questão de minutos, quando entrevistados e colocados em xeque com relação às questões concernentes ao aborto. Como eu tinha tratado no meu antigo post Aborto de Anencéfalos: A Eugenia Nazista no Brasil, a semelhança entre o aborto e a eugenia nazista é muito grande. Assistam ao vídeo, é altamente recomendável para os cristãos que desejam firmar suas posições e defendê-las de maneira mais eficiente, e também é altamente recomendável aos abortistas, desde que eles não tenham medo de encarar a verdade.


3 comentários:

  1. Ótimo post. Vinha concordando com tudo que nele diz, até que parei pra pensar em um ponto específico: e quanto à gravidez com alto risco de vida para a mãe? Abortar gravidez que põe em risco a vida da mãe não seria o mesmo que agir em legítima defesa?

    Está certo dizer que o bebê não ataca sua mãe racionalmente, mas ainda assim é uma ameaça à vida dela, do mesmo modo que não está errado tirar a vida de um animal feroz que ataca uma pessoa.

    Está certo também dizer que não sabemos ao certo se a mãe vai sobreviver ou não à gravidez, mas em nenhuma legítima defesa há a certeza da morte.

    Aguardo resposta.

    (Estou enviando novamente pois havia um erro de digitação no anterior. Espero que aprove apenas esse, hehe)

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    1. Aprovei apenas esse rsrs

      Bem, você comentou isso na página do facebook também. Eu disse que ia dar um tempo pra deixar o pessoal pensar, e vou cumprir o prometido. Peço pra que os leitores comentem ou ao menos pensem a respeito da questão colocada. Daqui alguns dias eu respondo o comentário, ok?

      Abraços.

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    2. Bom, já que ninguém se arriscou, eu mesmo respondo sua dúvida.

      No caso de gravidez de risco não seria justificável o aborto com a alegação de legítima defesa, pois o bebê não ataca a mãe racionalmente. Temos que entender que a gravidez gera riscos para a gestante e para o bebê também. Não é somente a mãe quem corre o risco, mas a mãe e o bebê. Não me parece justo sacrificar o bebê por isso. O bebê, por ser mais fraco e indefeso, acaba pagando o pato. Ele é abortado para que a mãe não morra. Isso cai na mesma questão tratada no post. O fim é o bem estar e a saúde da mulher, mas o meio usado para atingir isso é o assassinato de um bebê indefeso. Parece injusto.

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