terça-feira, 13 de novembro de 2012

Crítica #6: "O Estado laico seja louvado" e o Efeito Papagaio

Como eu havia dito no post anterior a esse, "a retórica é a grande arma dos sofistas". E ainda tem gente que não acredita nisso.

Já ouviram falar no "Efeito Papagaio"? Pois então, vou explicá-lo a vocês. Funciona basicamente assim: a pessoa memoriza uma frase que ouviu muitas vezes por aí, faz disso uma espécie de mantra, uma profissão de fé, e sai repetindo a todo momento essa mesma frase. Simples, não é?

A frase do momento é "O Estado é laico". As pessoas não se cansam de dizer isso. Não importa quantas vezes você demonstre que a pessoa está errada, ela insiste em repetir o seu mantra, como se fosse uma oração.

A personificação do "Efeito Papagaio"

"Ah, mas o Estado é laico!", e você argumenta e demonstra que a pessoa está enganada. "Ah, mas o Estado é laico!", e você demonstra novamente. "Ah, mas o Estado é laico!", e você se dá ao trabalho de demonstrar novamente. E o efeito papagaio se concretiza.

Não sei se vocês se recordam, mas escrevi um artigo deveras polêmico sobre este mesmo tema há um tempo atrás. Foi quando a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) pediu a retirada de crucifixos e símbolos religiosos das repartições públicas no RS. Você pode ler este artigo clicando aqui. A questão é a mesma, os argumentos usados também são os mesmos, só que agora ganharam uma roupagem nova.

Para provar que os argumentos desses papagaios são pura retórica, deixo para vocês o link da notícia publicada no G1. Leiam e tirem as suas conclusões. O procurador, ao invés de argumentar de maneira consistente, usa de exemplos. Ora, quer mais retórica do que isto? Não há como!


O único argumento utilizado pelo procurador (e pela torcida do Corinthians) é a mesma frase de sempre. O Estado é laico. Não vou me dar ao trabalho de escrever novamente a definição de Estado laico aqui no blog, então vou fazer uma citação onde expliquei isto no post que falava sobre a retirada de crucifixos e símbolos religiosos em locais públicos. Afinal, o efeito papagaio me obrigou a isso.

"Muitos defendem essa causa sob a afirmação de que "vivemos em um Estado laico". Mas poucos sabem, de fato, o que é um Estado laico. O termo "laicidade" significa neutralidade, e ser neutro não é a mesma coisa que ser ateu. Vivemos em um Estado laico, mas não em um Estado anti-religioso ou ateu. O Estado laico serve para garantir a liberdade de expressão religiosa, e não para proibi-la. Também vale lembrar que, para os ateus, agnósticos ou os que professam uma outra fé, aquele símbolo na parede nada representa, é como um quadro ou uma obra de arte. Não influencia em nada nas decisões do poder público."


Entendam de uma vez por todas, meus caros: o Estado é laico, mas a população e a cultura é cristã. Meu Deus do Céu, será que é tão difícil compreender isso?

Vocês deveriam ter no mínimo um pouco de gratidão para com a Igreja e para com o cristianismo. Foi o cristianismo que construiu a civilização ocidental, de modo especial a Igreja Católica. Toda a constituição, a Lei e os direitos que você possui hoje são derivados do Direito Canônico. Se você conseguiu se formar em uma faculdade, ou ainda cursa alguma, agradeça ao cristianismo. Até o champanhe que você estoura no fim de ano foi idealizado por monges cristãos.

As obras cristãs são tantas e tão numerosas hoje que sem elas a humanidade não subsistiria.  O número de escolas, creches, asilos para idosos, leprosários, universidades, hospitais é tão grande e essas obras são tão essenciais para a sociedade hoje que posso dizer com convicção: sem o cristianismo a sociedade ocidental não seria nada. A Igreja está aí para fazer aquilo que o seu idolatrado Estado laico não consegue sozinho. O Estado depende da Igreja.

Há uma outra citação, do mesmo post, que também acho interessante compartilhar.

"Imagino qual será o próximo passo da LBL e dos neo-ateus que suportam essa lei da intolerância religiosa. Talvez queimar a constituição, que foi promulgada "sob a proteção de Deus". Ou talvez rasgar dinheiro, não é? Afinal, está escrito "Deus seja louvado" na cédula. Mudar o nome de ruas e praças, como a Praça da Sé. Mudar o nome de cidades, como São Paulo. Mudar o nome de estados, como Espírito Santo. Retirar os feriados religiosos, como o Natal e a Páscoa. Fechar a PUC, as universidades, colégios e hospitais Católicos, considerados os melhores do país. Acabar com as obras sociais da Igreja, como a Pastoral da Criança. Ou ainda, quem sabe, implodir o Cristo Redentor?!"

Acredito que de todos os exemplos citados acima o único que eles não querem é retirar os feriados. Mas enquanto não encontrarem uma cura para o efeito papagaio, eu não me cansarei de defender a verdade e aquilo que é certo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os Sofistas - A Paixão Pela Opinião e a Obsessão Por Estar Certo


Eles estão por todo o lado. Está raro de encontrar alguém que não se encaixe nesse perfil sofista. São poucos os que se abrem para a verdade hoje, até porque este não é mais o objetivo.

Bem, hoje vou falar sobre algo que muito me preocupa, o sofismo. É um problema grave que se inicia na desonestidade intelectual e moral e se fortalece na falta de estudo. Uma pessoa íntegra, honesta e sincera, consigo mesma e com os outros, não é capaz de cair na armadilha do sofismo.

Todos conhecem a definição mais clássica e básica de filosofia. Etimologicamente, Filosofia é o amor pela sabedoria. O filósofo busca a verdade nas questões mais elementares e mais sublimes da vida. Ele deve estar aberto para questionar tudo, para colocar em xeque todas as questões, das mais simples às mais complexas. Temos, a exemplo disso, Descartes, que duvidou até da existência de si mesmo. Foi assim que ele conseguiu desenvolver o famoso silogismo do "Cogito, ergo sum", ou "Penso, logo existo". Talvez o "Penso, logo existo" seja a primeira coisa que uma pessoa se lembra quando ouve falar de filosofia. Os filósofos da Grécia antiga levavam tão a sério essa questão da busca pela verdade que as vezes isso lhes custava a própria vida.

O sofista, diferentemente do filósofo, é um cara que pensa ser um pensador. O objetivo do sofista não é a busca genuína pela verdade, mas a busca por estar certo. É o que eu chamo de "Obsessão por Estar Certo".

Mas vamos às raizes das coisas. Costumo dizer, e cada vez mais vejo que tenho razão a respeito disso, que as pessoas hoje escolhem defender uma opinião assim como escolhem defender o seu clube de futebol, principalmente quando o assunto é religião.

Vamos usar a própria religião como exemplo. As pessoas escolhem sua religião da mesma maneira e com os mesmos critérios que usam para escolher o time de futebol que vão torcer. Eu sou palmeirense (sem piadas, por favor) porque meus pais são palmeirenses, e isto é um bom motivo para mim. Isso é completamente aceitável quando falamos sobre algo pouco importante como o futebol. Agora, quando o assunto é algo realmente importante, como religião ou cosmovisão, a coisa muda de figura. Não podemos escolher uma determinada cosmovisão e defendê-la como sendo correta simplesmente porque nossos pais também a defendiam. Isso seria ridículo!

Quando eu discuto sobre futebol (o que não é o meu forte), uso de todos os artifícios para tentar convencer o interlocutor de que o meu time, no caso o Palmeiras, é melhor do que o dele. Posso usar até mesmo de argumentos intelectualmente desleais nesse caso. Veja bem, escolher um time de futebol é uma coisa, escolher entre ser ateu ou ser teísta é outra completamente diferente. Uma não tem a mínima importância e não influencia absolutamente em nada na sua vida e no seu comportamento, a outra pode dizer muito sobre você.

Aí me vem uma criança de 14 anos me dizendo ser ateísta e que a religião é o "ópio do povo". De certo esse menino não sabe nem quem disse essa frase. Eu digo sem hesitar: é impossível que um menino de 14 anos possa defender o ateísmo ou qualquer outra cosmovisão com solidez. Querem saber por que? Porque essa pessoa ainda não teve sequer tempo suficiente para refletir sobre o assunto, ler os textos fundamentais sobre essas questões e formar uma opinião em sua mente.

Não digo que uma pessoa não possa ser atéia ou teísta aos 14 anos, mas digo que ela jamais conseguiria defender essas cosmovisões com base filosófica consistente, pois não houve tempo suficiente para esta pessoa se instruir sobre o tema. Então o menino de 14 anos cria uma página ateísta na internet fazendo duras críticas à Bíblia e dizendo que os textos bíblicos são contraditórios ou que defendem coisas abomináveis. Então eu me pergunto: será que este guri já leu a Bíblia? É fácil concluir que não, pois não houve sequer tempo suficiente para que ele lesse, quanto mais para que estudasse exegese. Pode ser que ele tenha lido alguns trechos, um ou dois livros no máximo, mas pouca coisa para poder afirmar com propriedade as coisas que afirma.

É fácil de enxergar nisso uma "Paixão pela Opinião", um desejo de estar certo a qualquer custo. É isso que vemos aos montes por aí, em todos os lugares. O que vale é vencer o debate, mesmo que para isso seja necessário o uso de falácias ou de argumentação desleal. A retórica é a grande arma dos sofistas.

A busca honesta e sincera pela verdade morreu. Os sofistas buscam não a verdade, mas desculpas para justificar suas opiniões. O caso do aborto é um exemplo claro disso. O aborto é um claro atentado à vida. Ainda sim existem pessoas que procuram a qualquer custo alguma coisa que justifique o aborto, alguma desculpa que possa ser usada para que elas não precisem assumir que estavam erradas e aceitarem a verdade.

Durante a adolescência e juventude é plenamente aceitável que alguém diga que é teísta ou ateísta porque os pais são. Mas depois desse período, já atingida a idade da razão, isso se torna não um motivo, mas uma desculpa. Não consigo entender como as pessoas conseguem viver suas vidas inteiras sem refletir sobre as questões fundamentais da vida humana. Cada vez mais as pessoas têm preguiça de pensar, de ler, de estudar.

Quero deixar algo bem claro aqui neste post: eu não defendo o teísmo simplesmente, eu defendo a verdade. Não defendo uma opinião em si, mas defendo a verdade. Meu objetivo não é vencer debates, ou parecer verossímil em meus discursos e meus textos. Minha meta é conhecer. Se eu descobrir que estou errado, assumo meu erro e volto atrás, como um bom aprendiz. O problema é que muita gente hoje, mesmo sabendo que está errada, ainda insiste em defender a opinião. Veja que a "Paixão pela Opinião" e a "Obsessão por Estar Certo" tomam forma.

Se eu fosse usar dos métodos filosóficos para escolher meu time de futebol eu compraria hoje mesmo minha camisa do Barcelona. Mas com futebol não é assim.

Quando se trata de assuntos filósficos sérios, como cosmovisão, por exemplo, não podemos nos comportar como torcedores de arquibancada. Não podemos nos apegar a conceitos. Sinceridade intelectual nessas horas é fundamental. Devemos buscar a verdade, mesmo que isso custe sair de nosso egoísmo, reconhecer nosso erro e abandonar nossas opiniões equivocadas. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

Especial Cinco Vias de São Tomás de Aquino - 5ª Via - O Design Inteligente


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Chegamos ao último post do especial das cinco vias. Fico muito feliz por ter a oportunidade de transmitir esse conhecimento a todos vocês. Acredito que nosso trabalho está sendo de bom proveito para vocês, caros leitores. As visualizações não param de aumentar mês a mês. Agradeço a cada um que contribui para o crescimento desse blog.

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