segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Absurdo da Vida Sem Deus




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“Se Deus não existir, tanto o homem quanto o universo estão inevitavelmente fadados à morte. O homem, como todos os demais organismos biológicos, deve morrer um dia. Sem a esperança da imortalidade, a vida humana caminha apenas para a cova. A vida humana não passa de uma faísca na escuridão infinita, uma faísca que aparece, emite uma trêmula chama e se extingue para sempre.

Portanto, todo mundo deve ficar face a face com aquilo que Paul Tillich chamou de ‘a ameaça do não ser’. Pois, embora eu saiba que existo, que estou vivo, também sei que um dia não mais existirei, deixarei de existir, morrerei. Essa ideia é atordoante e ameaçadora: pensar que a pessoa que chamo de ‘mim mesmo’ deixará de existir, e não mais será!”

(William Lane Craig, Em Guarda: Defenda a fé cristã com razão e precisão. Página 33)

Antes mesmo de iniciar meus estudos em apologética eu já me deparava com estas questões levantadas por Craig em seu livro. Acredito que qualquer pessoa já deve ter refletido sobre isso algum dia na vida.

Quando colocamos nossa efêmera existência diante da lembrança de que um dia morreremos, a sensação é de uma espécie de desespero. Hoje estamos aqui, olhando o céu e as árvores, contemplando a beleza do mundo que nos cerca, conversando e convivendo com as pessoas que amamos. Mas chegará um dia (e isto é inevitável) que tudo isso acabará. Chegará um dia que morreremos, que deixaremos para trás o mundo, suas belezas, tudo o que vivemos, tudo o que passamos, todas as pessoas que amamos...

A morte é comum a todos. Todos nós sabemos que vamos morrer um dia, mesmo que não nos lembremos disso sempre. Na verdade, fazemos questão de esquecer, de fazer de conta que isso não vai acontecer com a gente. Mas vai. E no fundo todos sabem disso.

William Craig demonstra em seu livro, Em Guarda, que faz uma diferença enorme a questão da existência de Deus quando nos deparamos com estas questões. Para Craig, a vida seria um absurdo se Deus não existisse.

Basta parar e refletir nessas simples questões que nos causam certo espanto. Somos pó, e ao pó um dia vamos voltar. Mas, se Deus não existe mesmo, o que acontece depois que morremos?

Se não há um Deus, nem imortalidade, então nós estamos fadados a perecer na inexistência eterna. Tudo o que nos resta é viver essa vida enquanto podemos. Depois da morte, tudo será uma escuridão eterna, e mais nada. Afinal, se tudo é somente matéria, então não existe algo como a alma humana, ou uma vida eterna após a morte. Não há nada após a morte. Há somente a morte, uma morte eterna, uma espécie de sono sem fim onde não nos restará nada, nem nossas memórias.

E as coisas que vimos? E as coisas que aprendemos? E as pessoas que conhecemos nesta vida? E as pessoas que tanto amamos nesta vida? O que acontecerá? Todas estão destinadas ao mesmo fim: o nada.

Afinal, de que valerá ter vivido como uma pessoa boa? Que valia tem em ajudar alguém ou ser bom neste mundo, se no final tudo acabará numa escuridão infinita? Qual é a diferença, afinal?

De que valerá ter respeitado os pais? Amado as pessoas? Que serventia há em ser fiel à esposa ou ao marido? Qual é a vantagem em praticar boas ações, se tanto os bons quanto os maus irão para o mesmo buraco?

Se não há um Deus e uma vida eterna após a morte, todo este mundo e tudo o que há nele perde o sentido. Se não há um Deus nem a imortalidade da alma, então tudo o que nos resta é esta vida para viver. Ora, isto abre brechas para os mais terríveis males: hedonismo, impunidade, relativismo moral, etc. Como o próprio Craig diz em seu livro, da Madre Teresa ao Osama Bin Laden, todos terão o mesmo fim. Então, qual é a diferença entre ser bom e ser mau?

Sem Deus o mundo perde o sentido, nossa vida perde todo e qualquer tipo de propósito. Não há base sequer para a moralidade, como vimos acima. Tudo se torna um absurdo sem tamanho. O desespero é tudo o que nos resta. Não há no que nos agarrarmos. Não há saída, não há mais nada que se possa fazer. Estamos sendo arrastados contra a nossa vontade para o frio da escuridão infinita.

É muito difícil ser ateu e conviver com essas realidades. São poucos os ateus que realmente vivem de maneira coerente com sua visão de mundo. O ateísmo implica necessariamente em tudo isso que abordei acima. Quando uma pessoa nega que exista um Deus ela tem que lidar com toda essa realidade assombrosa, assustadora, desesperadora. É muito difícil ser feliz vivendo dessa maneira, sabendo de tudo isso.

Não acredito que qualquer ateu sincero reflita sobre tudo isso e se sinta bem, e consiga dormir durante a noite. A falta de sentido e de propósito nos enlouquece.
Se uma pessoa se diz ateísta e não concorda e aceita todas essas coisas das quais falei, essa pessoa não vive sua vida de maneira coerente com sua cosmovisão. Em outras palavras, é um ateu que não vive como um ateu. É um ateu que vive como um teísta. É um ateu que, em última instância, acredita em Deus e nem sabe disso.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Refutando Um Comentário Infeliz


Primeiramente, quero agradecer de coração aos neo-ateus que comentam aqui no Blog. Vocês não têm ideia da quantidade de conteúdo que vocês geram. Cada comentário é conteúdo para mais de um post. Hoje darei um claro exemplo disso.

O comentário abaixo foi postado em um artigo que escrevi em abril deste ano (2013), sobre Cotas Raciais e Sociais. Pedi encarecidamente aos leitores e leitoras do Blog para que não respondessem ao comentário, pois eu dedicaria um post inteiro para refutá-lo. Agora vamos analisá-lo frase por frase. Depois de corrigir todos os erros ortográficos (e não eram poucos), o comentário ficou assim:

Do que adianta ser um teísta instruído de ciência e racionalidade, se você não usa nenhum desses no seu dia-a-dia? Que tal aplicar a sua racionalidade a sua fé? Você acha mesmo que 10 milhões de animais caberiam em uma arca que navegaria desgovernada pelos mares? Você acredita que nós, seres humanos, criaturas tão complexas, viríamos do barro? Você acredita que simplesmente orar ao seu deus por uma causa, resolveria este problema ao invés de tomar uma atitude realmente efetiva quanto a isso? Você não tem vergonha de acreditar nisso? São simples perguntas, mas que requerem muito raciocínio, e não são as únicas.

Antes de iniciar a refutação, cabe ressaltar que o comentário está totalmente fora do lugar. O post que escrevi falava sobre “Cotas Raciais e Sociais”, ou seja, o comentário não tem absolutamente nada a ver com o tema do post. Provavelmente o amigo leu o post, e se viu sem argumentos para refutá-lo. Assim decidiu partir para a ridicularização e humilhação, especialidades dos neo-ateus.

Agora vamos à análise:

Do que adianta ser um teísta instruído de ciência e racionalidade, se você não usa nenhum desses no seu dia-a-dia?

Desafio você a provar que não uso. Técnica de "Leitura Mental".

Que tal aplicar a sua racionalidade a sua fé?

Ok, vamos lá!

Você acha mesmo que 10 milhões de animais caberiam em uma arca que navegaria desgovernada pelos mares?

Neste momento ele quis me ensinar a interpretar a Bíblia da maneira dele. Para entender um pouco mais sobre exegese, recomendo essa leitura, do antigo Blog do Snowball.

Um dos livros mais delicados de se interpretar é o livro do gênesis. Como eu costumo dizer, não se deve ler nem uma fábula infantil ao pé da letra, quanto mais o livro mais vendido do mundo, a Bíblia. Vale lembrar que a interpretação aqui não é necessariamente literal. Para dar crédito a uma pergunta dessas, somente uma pessoa que não tenha o mínimo de noção do que seja uma metáfora.

Você acredita que nós, seres humanos, criaturas tão complexas, viríamos do barro?

Ora, mais fácil acreditar nisso do que acreditar que veio do acaso. Você realmente acredita que nós, seres humanos, criaturas tão complexas, viríamos do acaso? Sem mais...

Você acredita que simplesmente orar ao seu deus por uma causa resolveria este problema ao invés de tomar uma atitude realmente efetiva quanto a isso?

Ora, ora, se não é o bom e velho “Falso Dilema”. Já fazia um tempo que não nos víamos.

Muito bem, caros leitores. Vou esclarecer o que se passa aqui. O comentarista age de modo desleal ao usar uma falácia de Falsa Dicotomia. Esse erro de raciocínio consiste em limitar suas escolhas a somente duas opções, quando na verdade existem outras.

Darei um exemplo. Você está caminhando em uma estrada e se depara com uma bifurcação. Para que lado você vai? Direita ou esquerda?

Observem que eu limitei as opções de vocês para somente duas, “esquerda” e “direita”, quando, na verdade, vocês teriam muitas outras escolhas. Vocês poderiam simplesmente não ir para lugar algum, ficar onde estão, ou então poderiam voltar para trás.

Percebam que não considerei essas hipóteses. Isso foi proposital, justamente para que vocês não se deem conta dessas outras opções existentes. É justamente esta a intenção do comentarista acima, ainda que ele não saiba disso. Quem disse que eu tenho que escolher entre orar ao meu Deus ou tomar uma atitude? Ora, nada me impede de fazer as duas coisas. Do mesmo modo, nada me impede também de não fazer nenhuma das duas!

Você não tem vergonha de acreditar nisso?

Não, nem um pouco. Tenho milhares de intelectuais me fazendo companhia. Garanto que estou mais bem acompanhado do que vossa senhoria.

Eu teria vergonha se eu fosse neo-ateu. Isso sim é vergonhoso.

domingo, 12 de maio de 2013

O Que é Marxismo Cultural?





A pedido do leitor Antonio de Souza vou dedicar um post exclusivo para tratar sobre o tema "Marxismo Cultural". Acredito que a raiz de quase todos os males no Brasil  hoje se originam no marxismo cultural. É importantíssimo saber o que ele é e como nos vacinarmos contra ele.

Há outro post que estou devendo sobre o tema Políticas de Desarmamento. Assim que possível estarei postando sobre esse tema também, mas como ele está dentro do marxismo cultural de alguma forma, achei válido adiar um pouco essa publicação. Se você também quiser fazer um pedido de postagem, sugerir algum tema, elogiar ou criticar o blog, escreva para nós em nossa Página no Facebook. Caso preferir também pode optar pelos comentários aqui mesmo no blog.

O objetivo desse post é explicar, bem simplificadamente, o que é marxismo cultural, e demonstrar, com a ajuda de exemplos, como isso ocorre no Brasil hoje.

Antonio Gramsci

O que é Marxismo?

Karl Marx foi um sociólogo do século XIX que, baseando-se nos pensamentos de um filósofo chamado Hegel, desenvolveu uma teoria única a respeito do funcionamento da dialética social. Essa teoria Marx expôs em sua obra magna, o Manifesto Comunista.

Marx é o fundador do comunismo, foi ele quem pensou o comunismo primeiramente. Quando utilizamos a palavra "marxismo", nos referimos ao pensamento de Marx, ou seja, ao comunismo.

As principais características do comunismo são: (1) a abolição da propriedade privada; (2) a eliminação da sociedade de classes, isto é, não existirão mais burgueses e proletários, ricos e pobres, todos serão iguais; (3) eliminação da família tradicional. Existem outras coisas também, mas como o objetivo principal desse post é explicar de maneira simples, não convém entrar em detalhes.

O que seria preciso para instaurar o comunismo?

Marx dizia que o comunismo era inevitável. O capitalismo iria entrar em colapso por si mesmo e então os proletários, ou trabalhadores, tomariam o poder e acabariam de uma vez por todas com a sociedade de classes. Uma vez instaurado o comunismo, ninguém seria rico nem pobre, todos seriam iguais, sem classes sociais distintas, sem exploração dos homens, um verdadeiro paraíso na terra. Marx também chamava isso de "ditadura do proletariado".

Segundo Marx, o meio com que o proletário tomaria o poder era a "revolução". O que é a revolução? Para Marx, os proletários, ou trabalhadores, se uniriam e tomariam o poder à força, eliminando a classe dos burgueses, ou capitalistas, e instaurando o comunismo.

A diferença da revolução em Marx e em Gramsci

Para Marx, a revolução seria uma tomada forçada do poder, que está nas mãos dos burgueses opressores, pelos trabalhadores oprimidos. Isso chamamos de "revolução armada". Esse tipo de revolução funcionou muito bem na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas não funcionou direito aqui, no mundo ocidental.

A cultura ocidental, que era e ainda é muito enraizada e muito forte, não deixava que os comunistas tomassem o poder pela força. Foi aí que Gramsci entrou na história. Antonio Gramsci também foi um revolucionário, mas ele via a revolução de outra forma, muito mais eficiente que a forma marxista. Talvez Gramsci tenha lido mais Sun-Tzu e Maquiavel do que Marx.

Gramsci enxergou que a revolução armada não funcionava no ocidente, então outra estratégia precisava ser adotada para a instauração do comunismo obter sucesso. Enquanto Marx usava a força, Gramsci usou a inteligência. A revolução de Marx era armada, a de Gramsci era cultural.

A Revolução por meio da cultura

Gramsci viu que seria muito mais eficiente fazer uma revolução silenciosa, aos poucos, comendo pelas beiradas. Logicamente, essa forma levaria mais tempo, mas seria mais difícil combatê-la, pois seria mais difícil identificá-la.

Se você quer mudar uma sociedade, por onde você começa? Pelas pessoas mais velhas? Não! Há um ambiente perfeito para mudar uma sociedade, ele se chama "escola". Basicamente a ideia de Gramsci era essa: infiltrar-se nas escolas e universidades, enfiar seus ideais comunistas na cabeça das crianças e jovens, sentar e ver a mágica acontecer. Essas crianças e jovens de hoje serão a geração adulta de amanhã, estarão ocupando cargos de poder, influenciando as massas, etc.

O objetivo de Gramsci não era mudar a geração atual, mas a seguinte. A tática era exatamente essa: entre nas escolas e enfie suas ideias na cabeça das crianças, e daqui vinte ou trinta anos a sociedade inteira estará pensando como você.

A isso nós chamamos de "revolução cultural". É uma revolução diferente da revolução armada de Marx, pois aqui ninguém precisa pegar em armas. A luta não é no campo armado, mas no campo ideológico. E no campo ideológico as coisas são bem mais difíceis de serem combatidas.

Isso acontece no Brasil hoje?

Isso acontece no Brasil há muito tempo. Desde o início do regime civil-militar, os comunistas do Brasil têm estudado Gramsci. Eles fizeram a revolução aqui no Brasil aos moldes de Antonio Gramsci, através da mudança cultural. Hoje a mentalidade dos brasileiros é impregnada de esquerdismo, comunismo, socialismo, anticapitalismo e coisas do gênero.

Falei sobre isso no post intitulado O Brasil é Socialista!.

A mídia televisiva no Brasil, por exemplo, é um instrumento nas mãos do Estado para doutrinar as pessoas para o comunismo. Isso fica claro quando vemos a quantidade de novelas pregando a destruição da família tradicional. Fica claro também quando vemos a quantidade de programas destituídos de qualquer conteúdo intelectualmente produtivo, com o objetivo de emburrecer a população para que ela não perceba a revolução cultural acontecendo.

As escolas estão sendo usadas também como instrumento da esquerda para moldar o comportamento e o pensamento das gerações futuras. Nas escolas são aprendemos tudo errado, de cabeça para baixo, principalmente em se tratando de História. Aprendemos a odiar o capitalismo, o cristianismo, Deus, a família tradicional, a religião, e tudo o que esteja atrelado à isso.

Outra evidência é a cultura de morte. Luta pela descriminalização do aborto, eutanásia, etc.

Políticas de cotas raciais e sociais são mais um exemplo de que o Brasil está cada vez mais próximo do comunismo. Falei sobre isso no post Série Especial "Ideologias-lixo" - Cotas Raciais e Sociais.

Querem algo mais evidente ainda? Ok, então farei um desafio. É um desafio simples: Quero que citem nos comentários o nome de um partido de direita brasileiro.

Já aviso de antemão que ninguém conseguirá responder a esse desafio, já que não existe nenhum partido de direita no Brasil. Todos os partidos brasileiros são comunistas e socialistas. No máximo, social-democráticos.

E como combater isso?

É uma pergunta muito difícil. Primeiramente, temos que ter em mente que devemos lutar no mesmo campo, o campo ideológico.

Um esforço para conter a disseminação de ideias comunistas nas escolas e universidades seria o começo. No entanto, isso é algo a longo prazo, que exigirá um esforço muito grande, pois as universidades estão completamente dominadas por militantes de esquerda, e as escolas menores só recebem e executam a cartilha marxista que recebem do MEC.

Uma coisa é certa: mesmo estando atolados no marxismo, ainda é possível sair dessa lama toda e tirar os outros que ainda estão lá dentro, afundados no lodo. Vivemos numa sociedade totalmente dominada pelo marxismo cultural, mas algumas pessoas conseguem se libertar dos grilhões do pensamento comunista e abrir os olhos para esse horror.

É como dizia Platão, em seu livro A República, quando narra seu famosíssimo "Mito da Caverna". O Brasil está todo dentro da caverna do comunismo, acreditando que a realidade são as sombras que veem projetando-se nas paredes. Mas, para a tristeza dos comunistas que nos prenderam nessa caverna, algumas pessoas estão conseguindo se soltar das correntes, e estão vendo o Sol brilhar lá fora.

Ainda é possível conter o avanço do marxismo cultural no Brasil. Devemos alertar nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, desmascarar a farsa que é o comunismo e tirar o que ainda resta de crédito dessa ideologia assassina e imoral.

O comunismo é o maior inimigo do Brasil. Cabe a nós, brasileiros, não deixar que esse inimigo nos vença.

Algumas recomendações

Gostaria, para finalizar, recomendar alguns sites que podem ajudar na vacinação contra o comunismo e a revolução cultural.

Gostaria de citar, primeiramente, alguns sites para quem quer fazer um estudo mais rápido, e depois alguns livros para quem quiser aprofundar os estudos no tema.

Canal Mídia Sem Mascara (MSM) no Youtube - Neste canal vocês encontrarão diversos vídeos e palestras do professor Olavo de Carvalho. Essencial para quem quer se vacinar contra as ideias comunistas e entender melhor o como anda a política no Brasil e lá fora.

Instituto Mises Brasil - No site do Instituto Ludwig von Mises do Brasil vocês poderão encontrar uma infinidade de livros e artigos que ajudarão a compreender o que é o capitalismo, desmistificar algumas inverdades a respeito do capitalismo, entender um pouco melhor a economia de mercado, etc.

Formação Política - Outro site com muito conteúdo de qualidade. São várias palestras, artigos, cursos e vídeo-aulas sobre inúmeros temas político-sociais. Recomendado!

Padre Paulo Ricardo - Esse curso sobre Revolução e Marxismo Cultural, em seis vídeo-aulas, oferecido pelo Pe. Paulo Ricardo em seu site, é essencial também. Através desse pequeno curso é possível entender melhor como funciona o modelo Gramsciano de revolução cultural e se armar melhor contra ele.

Esses são apenas alguns sites que posso indicar sobre o tema em questão. Talvez, numa outra oportunidade, eu cite mais alguns. Quanto aos livros, indico estes:

O Manifesto Comunista (Karl Marx e Friedrich Engels) - Importante para entender o que Marx realmente quer dizer em seus escritos.

O Capital (Karl Marx) - Somente indicado para quem quiser entender mais afundo o pensamento econômico de Marx. Não é essencial.

O Príncipe (Maquiavel) - Para entender de onde Marx tirou as ideias de "jerico" dele.

O Livro Negro do Comunismo (Diversos autores) - Nesse livro vocês encontrarão a verdadeira face oculta do comunismo. Milhões de mortos, terror, ditadura, torturas, crimes, etc. É o lado negro do comunismo que, na ideia maluca de tentar criar um paraíso na terra, criou um verdadeiro Inferno.

A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (Max Weber) - Importante para ver o outro lado da questão, visto por um sociólogo de verdade, Max Weber.

Sócrates Encontra Marx (Peter Kreeft) - Um diálogo imaginário entre Sócrates e Marx na eternidade. Ideal para quem é iniciante no tema e deseja entender melhor o pensamento comunista e conhecer as falhas nos argumentos de Marx.

Maquiavel Pedagogo (Pascal Bernardin) - Para ter uma visão melhor de que ponto está chegando a doutrinação comunista nas escolas de todo o mundo.

Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) - Como seria uma sociedade comunista no futuro? O livro de Huxley é uma verdadeira profecia nesse tema.

A Mentalidade Anticapitalista (Ludwig von Mises) - Por que as pessoas odeiam tanto o capitalismo hoje? Entenda o porque lendo esse livro.

Acho que esses são os principais livros que recomendo. Se tiver mais algum clássico que esqueci, avisem-me nos comentários.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Apropriação da Ciência pelo Neo-ateísmo


Nos últimos meses tenho me engajado em discussões de caráter socio-político, basicamente construindo críticas sobre o marxismo cultural e as ideologias de minorias oprimidas que o apoiam. Já faz um bom tempo que não posto uma refutação ou uma crítica ao neo-ateísmo. Decidi voltar aos velhos tempos do blog e refutar, como de costume, uma imagem carinhosamente escolhida dentre milhares que encontramos em páginas neo-ateístas.

A bola da vez é Morgan Freeman. Na verdade, só usaram a imagem dele, que aliás já fez papel de Deus em um filme famoso. Deixando essa curiosidade de lado, vamos nos focar no que diz a imagem, que foi encontrada numa página neo-ateísta do Facebook chamada "Em Nome do Troll".

Diz a imagem:

"Eu não preciso do seu Deus, mas você precisa da minha ciência."

O mal do Cientificismo

Os neo-ateístas, como eu já disse em outras postagens, foram contaminados com uma espécie de ideologia chamada cientificismo. O cientificismo nada mais é do que o endeusamento da ciência. A ciência passa a ser o "Deus", e nada é mais importante do que ela.

Sempre que se tira Deus da história, alguém assume seu lugar. No caso das ditaduras comunistas, o Estado tomou o lugar de Deus. Hoje, em meio a uma sociedade humanista e secularista, o homem toma o lugar de Deus. O cientificismo põe no lugar de Deus a ciência. Os cientificistas apenas trocam Deus pela ciência, ou ao menos pelo que eles acham que é a ciência.

O cientificismo é uma ideologia fanática e muito perigosa. Um neo-ateísta provavelmente não entenderia isso, pois, para ele, o conceito de fanatismo é um espantalho que ele recebeu de alguém (ou que ele mesmo criou). Para eles, fanatismo é acreditar em Deus sem questionar. Aos que pensam assim, indico o post Fé, Fanatismo e Fundamentalismo para corrigir os conceitos sobre tais termos. 

Ateísmo não tem nada a ver com ciência

Ateísmo e ciência são coisas diferentes. Um não implica o outro. No entanto, os neo-ateístas agem como se a ciência fosse propriedade do ateísmo, como se fosse algo que somente eles possuem, e nós não. Ou você é ateu e amigo da ciência, ou você é um fanático religioso fundamentalista que acredita em Deus, fadas, duendes e fantasmas.

Esse pensamento dualista sobre fé e ciência é muitíssimo ultrapassado. Só o ateísmo militante mesmo para resgatar um pensamento tão antiquado e milhares de vezes refutado. E o pior de tudo é que ainda há quem dê crédito a isso, como se fosse realmente um pensamento válido. Como eu já me cansei de dizer, o neo-ateísmo não passa de uma maneira de reciclar argumentos refutados há séculos, e apresentá-los de uma forma diferente, como se fosse algo novo. De novo o neo-ateísmo não tem nada, apesar do nome.

Não há contradição alguma entre fé e ciência. Isso tudo se trata de uma falsa dicotomia, um falso dilema. Nada impede um cientista de acreditar em Deus e viver sua fé. Poderíamos citar inúmeros exemplos de cientistas teístas que colaboraram fortemente para o progresso científico.

O que deve ficar claro aos neo-ateístas é que a ciência não é propriedade exclusiva do ateísmo, nunca foi e nunca será. Aliás, o ateísmo está muito mais próximo da filosofia do que da ciência. O ateísmo é, na verdade, uma cosmovisão, uma posição filosófica. Isto quer dizer que o motivo que faz uma pessoa se tornar ateísta (ou ao menos o motivo que deveria torná-la ateísta) é uma convicção de caráter filosófico, e não científico. Basicamente, a ciência tem pouco ou nada a dizer sobre Deus. Aliás, não só sobre Deus, mas sobre qualquer questão metafísica.

Então a ciência pode provar que Deus não existe? Não, e nem que Ele existe. Essa é uma discussão de caráter metafísico, filosófico. A ciência não tem nada a acrescentar nesse caso.

Ciência não é tudo

Outra coisa que deve ficar bem clara é que existe vida fora da ciência. Ciência não é tudo, nem é a única maneira de se adquirir conhecimento. Existem outras formas de se adquirir conhecimento além da ciência. Os neo-ateístas tratam a ciência como a oitava maravilha do mundo e acabam dando a ela um lugar indevido.

Não quero, de maneira alguma, desmerecer ou menosprezar a importância da ciência. O que quero dizer é que há outras coisas. O mundo não é só ciência e a ciência não é tão importante assim quanto pensam.

A Religião está muito mais próxima da ciência do que o ateísmo

Sem dúvida, a religião está muito mais próxima da ciência do que o neo-ateísmo cientificista. Muitos progressos científicos se deram com a direta ação de grupos religiosos e cientistas teístas como Galileu, Pascal e Newton, para não citar muitos.

Alem disso, eu gostaria de perguntar para os moderadores e donos da comunidade Em Nome do Troll (e aqui também posso incluir a ATEA e outros grupos neo-ateístas) quantos prêmios científicos eles possuem. Só para nível de curiosidade, a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, que é foi a primeira Academia de Ciências do mundo, fundada no início do século XVII, possui 24 prêmios Nobel. É a Academia que mais possui prêmios Nobel no mundo todo.

O mais engraçado de tudo é que os neo-ateístas vivem falando que acreditam somente nos fatos. Pois aí estão os fatos comprovando que a fé não é inimiga da ciência e que ciência não tem nada a ver com ateísmo, e ainda assim eles insistem em acreditar no que dizem os gurus da ATEA.

Deixemos nossos amigos neo-ateus com suas superstições e crendices. Temos coisas mais importantes a nos preocupar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Viu gente pelada? "Azar" o seu!

São raros os momentos em que assisto televisão, principalmente jornais. Não há nada pior que a mídia televisiva brasileira. Ou talvez haja, a classe artística brasileira.

Hoje, por ironia do destino, estava sendo exibida uma reportagem na televisão que me chamou a atenção, coisa rara de acontecer. A reportagem tratava de um grupo de teatro que estava se exibindo publicamente em Curitiba. Até aí, nada de mais. A reportagem só chamou realmente minha atenção quando eu soube que eles tiravam a roupa ao final da apresentação, dentro de algumas circunstâncias.

Os atores atuam em público, fazendo com que a platéia participe da apresentação e de um jogo de cartas. Dependendo do resultado do jogo de cartas, os atores tiram a roupa no final da peça, caso contrário, não tiram.


A reportagem pode ser lida clicando aqui.

No entanto, não foi a questão da nudez que me chamou a atenção, e sim a declaração de um dos atores da peça intitulada "Azar" (ou "Hasard"):

"Eu me senti sem o direito de me expressar livremente"

Analisem com cuidado o que a atriz disse. Duas palavras me incomodaram muito na declaração dela: "direito" e "livremente". Quem é leitor assíduo do blog vai compreender o por que. Com relação à palavra "direito" leiam o post Esfera Pública e Esfera Privada.

É óbvio que temos o direito de nos expressarmos livremente, mas usar essas palavras tão tocantes sem um contexto claro pode fazer qualquer coisa ser permitida. Todos têm o direito de se expressar, isso é incontestável, mas o que a atriz entende por "expressar"? Ficar nua em público? Bom, aí a coisa muda de figura.

Meu problema não é com a nudez em si, eu também fico nu todos os dias, mas só na hora de tomar meu banho. O problema é com a nudez em público, o que é totalmente inaceitável!

Essas pessoas acham que liberdade é poder fazer o que querem, quando querem e onde querem. Ora, isso não é liberdade, isso é anarquia!

"Ah, mas a rua é pública, eu posso fazer o que eu quiser". É exatamente porque é público que você não pode fazer o que quiser. O que é público não pertence a você exclusivamente, mas a todos simultaneamente. Não é somente seu, mas é público.

Isso, por si só, já deveria impedir a pessoa de agir como quiser em locais públicos. Mas quem liga para moralidade hoje em dia, não é? Se é assim, então vamos apelar para a legalidade. Em local público isso não é só uma atitude indecente e imoral, também é criminosa. A advogada contratada pelo grupo desconhece isso. Mas vamos ensinar isso a ela:


Art. 233 do Código Penal - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.


Com relação a isso, a advogada replica que "não há essa intenção no grupo, a intenção é somente artística". Alguém aí pode me explicar o que raios essa advogada quis dizer com "intenção artística"? Ato obsceno é um crime, pombas!Agora eu quero ver ela provar ao Juiz o que é uma "intenção artística", legalmente falando. Vai ser bem difícil defender essa teoria, eu acredito.

Vamos fazer como Sócrates, e contestar essa teoria expondo-a ao ridículo. Quero dizer, expô-la ao além do ridículo, pois ridícula ela já é por si mesma.

"Intenção artística" agora pode ser uma justificativa válida para você cometer um crime, não é? Então vou sair matando meio mundo por aí com uma metralhadora AK 47 e dizer que é minha forma de expressão artística, e que "eu tenho o direito de me expressar livremente".

Qual é o problema de cometer um crimezinho hein? Não faz mal nenhum! É crime, mas de que importa o que está escrito no Código Penal, ninguém lê aquilo mesmo...

Será que ninguém consegue enxergar o quão ridículo é isso? Temos o direito de nos expressar, mas não temos o direito de ficar nus em público! Esse direito não nos é garantido na Constituição.

Daqui a pouco vão estar gritando e protestando, dizendo que o Brasil é uma país opressor, que não há liberdade aqui, que as pessoas não são livres para se expressar. É pelo mesmo motivo que as ativistas do FEMEN deveriam estar todas na cadeia. Agora, eu me pergunto, por que é que ainda não estão, se ato obsceno é crime?

Enfim, não sei porque fico tão indignado com isso. Uma população que aceita que telenovela seja considerado arte, qualquer coisa pode ser.

Fechem todas as lojas de roupas, meus amigos! Agora ninguém mais precisa delas!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Série Especial "Ideologias-lixo" - Movimento Gayzista

Antes de ler o artigo, queria pedir aos leitores e leitoras do blog, que assistissem a esse vídeo logo abaixo.


Para início de conversa, precisamos fazer algumas distinções básicas. Sempre que se constrói uma crítica a algum tipo de ideologia de minoria oprimida, o indivíduo toma as dores do grupo. Isso sempre acontece, não será diferente dessa vez. Sempre que se critica o feminismo, as pessoas pensam que você está criticando as mulheres, e te acusam de machista. Sempre que se critica a política de cotas raciais, as pessoas pensam que você está criticando os negros, e te acusam de racista. Sempre que se critica o movimento LGBT, as pessoas pensam que você está criticando os homossexuais, e te chamam de homofóbico.

A fim de evitar esse tipo de má interpretação, deixarei claro aqui neste post que a crítica será construída contra o movimento LGBT, e não contra os homossexuais. O que se deve ser criticado, sempre, são as ideias, e não as pessoas. Não tenho nada contra pessoas em especial, mas tenho muito contra o movimento ideológico que é o movimento LGBT.

No entanto ainda existem algumas pessoas sensatas que sabem diferenciar isso. Indico para vocês, caros leitores e leitoras do blog, um site chamado Gays de Direita, que acho um tanto interessante. Aconselho a leitura de alguns artigos de cunho mais polêmico.

Tudo o que eu queria, e eu sei que não é pedir muito, é que essa confusão fosse desfeita. A ideologia gay é filha do marxismo cultural, assim como todos os outros movimentos de minorias oprimidas. Já disse isso antes, e torno a enfatizar: essas ideologias estão todas interligadas. Normalmente um marxista é também neo-ateísta, feminista, gayzista, abortista, etc. De todas as "Ideologias-lixo" que abordei nesse especial, acredito que nenhuma foge à regra.

Já escrevi sobre esse tema anteriormente no blog. Numa das postagens que escrevi, sofri uma represália tão grande por parte da militância LGBT, que fui obrigado a retirar o conteúdo do post, sob a ameaça de ser processado. No entanto, um dos artigos está ainda no ar, e é esse cujo link está listado abaixo:

Eu falei tanto sobre esse tema outras vezes, que acho até repetitivo tratar novamente o mesmo assunto. Para deixar o conteúdo mais enxugado e resumido, e também para evitar repetecos, vou listar alguns tópicos e comentá-los. Assim a leitura também fica menos entediante para vocês que acompanham o blog.

A intolerância dos intolerantes

Um grande erro, e talvez o maior deles, dos militantes LGBT, são a intolerância e agressividade com que os mesmos atuam em meios públicos. Isso ficou claríssimo depois das diversas provocações baratas feitas pelos militantes nas paradas gays, onde foram usadas até mesmo imagens de Santos católicos para promover sua intolerância. Ora, não se lutar por tolerância sendo intolerante. Não faz o menor sentido! Nesse sentido eles se igualam aos movimentos neo-ateístas, como os promovidos pela ATEA, onde se desmoralizam e ridicularizam cristãos sob a maquiagem de uma suposta "luta pela igualdade".

A máscara do movimento LGBT

Na verdade, essa luta por direitos, ou luta por igualdade, somente esconde a verdadeira face do movimento LGBT. As leis que eles querem implementar, a exemplo do PL-122, são mais parecidas com algum tipo de cerceamento da liberdade do que com a liberdade propriamente dita. Da mesma maneira que não se consegue tolerância sendo intolerante, também não se consegue liberdade cerceando a liberdade de outrem.

Se não tiver alternativa, chame-o de homofóbico!

Como bons marxistas que são, os militantes gayzistas seguem fielmente aquela famosa frase atribuída a Lênin: "Xingue-os do que você é. Acuse-os do que você faz". Essa lição do titio Lênin os militantes LGBT aprenderam direitinho, tanto que a seguem à risca, como um mantra. Qualquer coisa, por mínima que seja, que você diga contra o movimento LGBT é motivo para te caracterizarem como homofóbico, xenofóbico, nazista, fascista, genocida, etc.

Ora, há uma enorme diferença entre uma crítica e um discurso de ódio, e isso é notável! A crítica é embasada em argumentos, o discurso de ódio é embasado em ataques pessoais ad hominem. Meu objetivo, como dito anteriormente, não é criticar pessoas, mas ideias. Não tenho nada contra pessoas em particular, mas tenho contra suas ideias. Tanto que também aceito críticas direcionadas às minhas ideias, mas críticas contra a minha pessoa não têm valor algum. Não há valor lógico em argumentos de ataques pessoais.

Para finalizar, deixo uma citação retirada do post linkado acima, onde detalho sobre a diferença do discurso de ódio contra homossexuais, que é uma coisa repugnante, da simples crítica ou desaprovação das práticas homossexuais ou da conduta da militância LGBT.

Na verdade, os seguidores da ideologia gay (Prestem atenção! Não são todos os homossexuais que têm essa posição) apontam o cristianismo e sua posição contrária ao homossexualismo como homofóbicos. Lembrando que homofobia é o ódio mortal por homossexuais, e isso não ocorre nas igrejas cristãs. O fato é que todo tipo de opinião contrária ao homossexualismo está sendo considerada homofóbica. Algumas pessoas não sabem reconhecer a diferença entre não ter uma opinião a favor dos comportamentos homossexuais e estourar uma lâmpada na cabeça de um homossexual só porque ele é homossexual. A primeira não é homofóbica, é liberdade de opinião, já a segunda caracteriza a tal "homofobia".

Não quis me aprofundar no assunto, por ser um tema já tratado muitas vezes. Aos que quiserem aprofundamento, indico o post já citado antes. Que Deus abençoe a todos nós!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Refutação #6: Religião é como um pênis

Sem comentários...
Precisei respirar durante uns cinco minutos antes de escrever essa postagem. Mas depois de refletir um pouco, pensei: "eles não sabem o que falam"...

Fiquei pensando comigo o quanto o significado da palavra "religião" foi deturpado. Costuma-se ver religião e religiosos como algo ultrapassado, retrógrado. Associa-se religiosidade com irracionalidade e ignorância. Bem, estamos aqui para demonstrar o oposto.

Encontrei essa imagem esses dias bisbilhotando as postagens de meus amigos no Facebook. É evidente que se trata de uma montagem, não existe um cartaz com essas palavras em lugar algum, mas o que parece é que alguém realmente queria que existisse. Vou traduzir o texto que se encontra nessa foto:

Religião é como um pênis
Não há problemas em ter uma
Não há problemas em se orgulhar disso

Entretanto

Não a mostre em público
Não a empurre em crianças
Não escreva leis com ela
Não pense com ela

Ao ler esse texto você deve discordar de tudo o que ele diz. Não apenas uma ou outra parte, mas tudo. Se você não discordou de tudo, você foi enganado por raciocínios enganosos. Vamos dissecar esse texto e mostrar essas falácias uma a uma.

Religião é como um pênis, não há problemas em ter uma

Esse é um caso de falsa analogia, por dois principais motivos. O primeiro deles é que não escolhemos ter um pênis ou não, é uma questão que não cabe a nós decidir. Quanto à religião, somos nós que decidimos se seguimos uma ou não. Isto é, a religião está dentro do nosso espectro de escolhas possíveis, mas ter ou não um pênis não é algo que possamos decidir. Isso vale para tudo o que é natural, como o sexo, a cor de pele, a cor dos olhos, a cor do cabelo, doenças, etc. São coisas que não escolhemos se queremos ter ou não, portanto não podemos ser julgados por isso. Agora, no caso da convicção religiosa, não se pode dizer o mesmo. A religião é algo que decidimos, que optamos por seguir, então há uma diferença enorme entre ter um pênis e seguir uma religião. Não é possível fazer uma analogia sobre essas duas coisas, o que já destrói o texto inteiro. Mas nós queremos ir mais longe do que isso, não é verdade?

O segundo motivo consiste na falta de noção do que é uma cosmovisão. Saber o que é uma cosmovisão mudaria muito o que os ateístas pensam a respeito dos religiosos. O que é uma cosmovisão?

Cosmovisão = visão de mundo, maneira de enxergar a realidade da vida.

A cosmovisão é a visão de mundo de uma pessoa. Diga-me qual é a cosmovisão de uma pessoa e eu posso deduzir, com grande probabilidade de acerto, muito sobre o que esta pessoa crê, o que ela não crê, como ela vive, sua rotina, etc. 

Como isso acontece? É simples. Uma pessoa não pode ter duas cosmovisões simultaneamente, pois elas se contradizem em suas definições. Isso é algo impossível na teoria e na prática, pois se trata de uma contradição em termos. Por exemplo, uma pessoa não pode ser Teísta e Ateísta ao mesmo tempo, pois uma visão é completamente oposta a outra.

Tudo bem, mas o que isso tem a ver com o texto da imagem?

Tem tudo a ver, pequeno gafanhoto! Ter uma religião não é como ter um pênis. A analogia, além de desrespeitosa, é falsa. Sua cosmovisão diz muito sobre você, mas ter ou não um pênis não pode dizer muitas coisas a respeito de quem você é, de como você age, de suas crenças e descrenças.

Não há problemas em se orgulhar disso

Normalmente, as religiões não são muito fãs dessa palavrinha aí: orgulho. O orgulho é um sentimento mau por natureza, isto é, em circunstância nenhuma o orgulho pode ser algo bom. Não me orgulho de seguir minha religião. Eu sou feliz por isso, mas não sinto orgulho. Não devemos nos orgulhar de nada.

Entretanto... Não a mostre em público

Alguém pode me dizer o que significa isso? Como assim "não a mostre em público"? Daqui a pouco estaremos vivendo como no Irã, onde você pode ser cristão, mas somente dentro da sua casa. Que raios de censura é esta que estão querendo nos impor? Quer dizer que agora não posso manifestar a minha crença? Estão querendo tirar nosso direito de liberdade de opinião e expressão? Ou é nossa liberdade religiosa que é o alvo da censura?

Não consegui acreditar quando li, mas é isso mesmo que eles queriam dizer ao escrever isso. Alguém deve estar bem incomodado com pessoas usando crucifixos ou camisetas com mensagens religiosas. Colocar as "partes" para fora em público é crime, atentado violento ao pudor. Estão querendo nos encaixar na mesma categoria simplesmente porque acreditamos em Deus. Usar um crucifixo no peito não me parece nenhum tipo de crime.

Não a empurre em crianças

Novamente a questão das crianças e da educação religiosa. Mas antes quero atentar para uma coisa, a relação feita pelo texto é muito mais desrespeitosa nessa parte do que em todas as outras. O autor da imagem faz uma comparação que deixa uma clara impressão, quase incontestável, que o ensino religioso é a mesma coisa que um abuso sexual infantil. Mais uma vez comparando convicção religiosa com um crime. Será que é tão ruim assim ser religioso?

O que tenho a dizer sobre essa comparação? Tenho piedade de quem escreveu isso, pois anda faltando muito estudo na vida dessa pessoa.

Essa frase em especial, deixa claro que o marxismo cultural está cada vez mais criando raízes na mente da sociedade. Essa é uma ideia tipicamente marxista. Querem que as crianças sejam propriedade do Estado, pois acham que nós somos estúpidos demais para educá-las. No entanto, dentro do nosso ambiente particular os soberanos somos nós. Sou eu quem decide, dentro de um limite razoável, qual é a melhor maneira de educar meus filhos. Se sou ateu, vou educar meus filhos de acordo com o que acho mais correto, no caso, o ateísmo. Se sou teísta, vou educar meus filhos de acordo com o que acho mais correto, no caso, o teísmo. Se sou budista, o mesmo. Se sou espírita, o mesmo. E assim sucessivamente.

Na verdade, os ateístas militantes odeiam a religião, e fazem parecer que ensinar a religiosidade às crianças é tirar delas a liberdade de escolha. Não passa de uma enorme fantasia. Para provar isso, podemos inverter o jogo.

"Você pode ser ateu, não há problema nenhum nisso, mas não empurre o ateísmo em crianças."

Você deve discordar dessa frase acima, pois os pais ateus devem educar seus filhos de acordo com o que eles acreditam ser o correto. No entanto eles não podem querer impedir os pais teístas de educar os filhos deles no que eles acreditam ser correto. Entenderam?

Falei sobre isso em diversos posts aqui no blog, mas o mais importante post sobre esse tema é o post Esfera Pública e Esfera Privada. Indico fortemente a leitura desse post para entender melhor o erro absurdo da frase contida na imagem. 

Não escreva leis com ela

Como eu costumo dizer: "ignorância histórica é um mal terrivel!"

Queria somente fazer algumas perguntas para o elemento que escreveu isso. De onde ele acha que vieram as leis do país dele? De onde ele acha que veio a ideia de direitos humanos que existe hoje? Onde ele acha que a sociedade ocidental se baseou para construir, cada um em seu país, a Constituição?

Se o amigo da imagem já leu alguma vez um pouco da Constituição Federal, não será difícil de responder à essas questões. Em toda a sociedade ocidental, em todos os países, a base para a construção do sistema legal que possuímos hoje foi o cristianismo, e isso é indiscutível. Você encontra, sem grandes dificuldades, os valores judaico-cristãos encrustados nas leis do mundo ocidental. A Bíblia, o decálogo, a regra de ouro, tudo isso foi a base para a construção da legislação ocidental. Hoje, por causa do pós-modernismo e do humanismo secular, isso tem mudado um pouco. Algumas leis que eram baseadas no cristianismo começaram a ser revogadas, e outras que não são baseadas no cristianismo começaram a ser aprovadas e a entrar em vigor. Mas isso é outra história.

E por falar em história, é bom que o amigo autor dessa imagem comece a estudá-la um pouco mais.

Não pense com ela

Aqui ficou bem confuso o que o autor quis dizer. Será que não posso pensar sendo religioso? Ou será que tenho que pensar deixando de lado minha religião? Ou ainda será que tenho que ser religioso só na hora da missa/culto e depois tenho que esquecer que sou religioso, porque isso me impediria de pensar?

Existe algum problema em ser religioso e pensar de acordo com minha convicção religiosa? Não vejo mal algum nisso, sinceramente. Novamente entra aquela questão de que os ateístas militantes tanto se orgulham. Eles tomaram posse da razão e da ciência, como se fossem coisas próprias e exclusivas de quem é ateu, o que é um absurdo lógico e histórico. A ciência nada tem a ver com o ateísmo.

Pensar e ser religioso não são coisas contraditórias, posso muito bem pensar como um católico, ou como um protestante, ou como um espírita, etc. Até porque essa é a minha cosmovisão, eu vejo a vida de acordo com esse meu posicionamento ideológico, logo, eu penso como um teísta. Lembram quando eu disse que a sua cosmovisão diz muito sobre você? Então, era basicamente disso que eu estava falando. Meia hora lendo um livro impediria o autor de escrever tamanha bobagem.


Satisfeitos? Espero que sim. Por hoje é só, mas ainda teremos mais posts essa semana. Até a próxima!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Algumas Palavras Sobre a Tragédia de Santa Maria

Quero deixar claro que repudio a ação da mída brasileira a respeito da tragédia ocorrida em Santa Maria. Minha intenção não é usar do acontecimento para promover meu site, mas responder à algumas perguntas mal formuladas que os ateístas costumam fazer nessas horas.

A primeira coisa que um ateísta militante mal informado faz numa hora dessas é apelar para aquela velha pergunta: "onde estava Deus quando tudo isso aconteceu?". A pergunta é muito impertinente e desonesta. Muitos neo-ateístas usam de situações como essas para tentar deixar os cristãos em xeque. É exatamente por isso que existe a apologética cristã.

Vamos primeiro tentar entender o que quer dizer essa pergunta. Para quem é leitor do blog não deve ser fácil encontrar o erro contido nela, mas para quem ainda não conhece, vos apresento o Problema do Mal. Vamos ver isso com mais detalhes:

Deus é onisciente, certo? Sim. Então Ele sabia o que ia acontecer em Santa Maria, certo? Certo.

Deus é onipresente, certo? Sim. Então Ele estava lá quando tudo aconteceu, certo? Certo.

Deus é todo bondoso, certo? Sim. Então Ele queria evitar o sofrimento das pessoas, certo? Certo.

Se Deus podia evitar o sofrimento das pessoas que estavam lá na hora da tragédia, então por que Ele não fez nada?

Ilustrei acima um raciocínio comum feito pelos ateístas a respeito do Problema do Mal. Agora vamos entender por que e onde esse raciocínio erra.

Deus é onipresente, onisciente e perfeitamente bom. Disso não temos dúvidas. Mas será que isso implica numa impossibilidade lógica da coexistência de Deus e do mal? Na verdade, não. Pois Deus, além de ser onipresente, onisciente e perfeitamente bom, também criou o homem de maneira livre, para que faça suas escolhas livremente.

Então não existe um descaso de Deus, muito menos uma conivência da parte de Deus com relação ao nosso sofrimento. O homem sofre por consequência de suas livres decisões. Culpar Deus pelo sofrimento e pelo mal no mundo não faz o menor sentido. A responsabilidade pelo ocorrido em Santa Maria não é de Deus, e sim de alugmas pessoas, e isso já vem começando a aparecer de acordo com as investigações que estão em andamento. As pessoas que forem responsáveis pelo que aconteceu terão que assumir sua penalidade de acordo com os termos da lei.

Uma outra coisa de igual relevância diz respeito à nossa condição de falar a respeito do que Deus fez ou deixou de fazer. Nós, seres humanos, não temos uma visão tão ampla do que pode acontecer como Deus tem. Se Deus tiver um motivo, ou apenas a possibilidade de ter um motivo, para deixar a tragédia acontecer, o argumento inteiro está destruído. O Problema do Mal não leva em consideração que Deus pode ter motivos, dos quais nós desconhecemos, para permitir o mal e o sofrimento no mundo.

Não vou me delongar a respeito do Problema do Mal, pois isso já foi tratado aqui no blog diversasa vezes. Para quem quiser entender melhor a respeito desse tema, aconselho ler o post Problema do Mal. Lá vocês também encontrarão um vídeo, onde William Craig trata sobre o tema.

Por enquanto é só isso. Ainda teremos mais um post, provavelmente nessa semana, dando continuidade à nossa Série Especial.

Também quero agradecer as quase seis mil visualizações do mês de janeiro. Muito obrigado a todos. Que Deus nos abençoe!

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