sábado, 26 de janeiro de 2013

Série Especial "Ideologias-lixo" - Cotas Raciais e Sociais

Olá, amigos! Hoje voltamos com mais um post da série especial "Ideologias-lixo".

Acredito que todos os temas tratados nos posts dessa série especial sejam bem polêmicos, mas este tem um valor polêmico especial. Sempre que falamos de sistemas de cotas a repercussão é grande e imediata. Hoje minha intenção é justamente essa.

Há uma lei, aprovada pela câmara e sancionada pela presidente da República, Dilma Rousseff, que trata de cotas raciais e sociais nas Universidades brasileiras. Essa lei foi sancionada recentemente e entra em vigor já esse ano, após sua publicação. As Universidades terão quatro anos para se adaptar às novas regras, sendo que no ano de 2014 já devem ter, no mínimo, um cumprimento de 25% do proposto na lei. Falarei mais detalhadamente dessa lei a seguir, mas aos interessados eu deixo o link de uma notícia sobre o assunto, já que a lei em si ainda não foi publicada. Você pode ler a notícia clicando aqui.

A lei de cotas, sancionada pela presidente em agosto do ano passado (2012), obriga as Universidades federais a reservarem no mínimo, vejam bem, no mínimo 50% de suas vagas para alunos que cursaram seu Ensino Médio em escolas da rede pública, sendo que a maioria dessas vagas será distribuída entre negros, pardos e indígenas. Parafraseando um querido professor de filosofia: "Isso é o espetáculo do absurdo!"

Na imagem: Presidente Dilma Rousseff assinando a sanção da lei de cotas raciais e sociais.

As leis de cotas raciais e sociais são anticonstitucionais, antidemocráticas e racistas, e não há uma pessoa no mundo capaz de provar o contrário. Afirmo isso incisivamente pois é a mais pura verdade, e está bem diante do nariz de todo mundo.

Eu direi porque a lei de cotas raciais e sociais são tudo isso que afirmei. Vocês sabem que aqui não tem falatório, emocionalismo e muito menos demagogia. Nós demonstramos o que alegamos.

Porque a lei de cotas raciais e sociais é anticonstitucional


Vejamos o que diz o artigo 5º da Constituição Federal:  



"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade."

Se somos todos iguais perante a lei, então ninguém pode ser tratado de forma privilegiada nem desprivilegiada, todos devem ser tratados da mesma maneira. Ora, a lei de cotas dá um privilégio a um determinado grupo em vista de outros, o que é incorreto segundo a Constituição Federal. Logo, fica evidente que, para defender a lei de cotas, temos de passar com um trator por cima da Constituição. Em outras palavras, defender a lei de cotas é anticonstitucional, pois vai contra um dos mais importantes artigos da CF.

Agora eu me pergunto por que os deputados e senadores, ou mesmo a própria presidente da República, que deve obrigatoriamente conhecer a Constituição, não se atentaram quanto à essa inconstitucionalidade presente na lei de cotas. Será que nenhum deles jamais leu esse parágrafo tão elementar da Constituição Federal? É evidente que já o leram! Pelo menos os deputados alfabetizados devem ter lido.

É muito claro o que o artigo 5º diz. Não há como defender a lei de cotas sem ir contra o que diz a CF. Quem disser o contrário é um tremendo desonesto, pois está tudo mais do que evidente.

Porque a lei de cotas raciais e sociais é antidemocrática

A democracia é sustentada por dois grandes pilares: a liberdade e a igualdade. Quando um desses pilares rui, também rui a própria democracia. Tudo deve estar muito bem equilibrado, liberdade e igualdade, para que uma não seja maior que a outra. Quando há um desequilíbrio, normalmente coisas ruins acontecem.

Vamos dar um exemplo prático, já utilizado no post Esfera Pública e Esfera Privada. Imagine uma sala de aula. O que seria uma sala de aula democrática? Seria um lugar onde cada aluno tivesse direito a uma cadeira e uma carteira, e nenhum aluno tivesse direito a duas cadeiras, ou meia cadeira, ou nenhuma cadeira. Nesse exemplo temos uma sala de aula democrática, mas vamos criar um outro cenário.

Imaginem agora uma sala de aula onde um aluno, ou um determinado grupo de alunos, tivesse direito a duas ou três cadeiras. Seria desigual, não acham? É exatamente isso que ocorre no sistema de cotas raciais e sociais. Uma pessoa, ou melhor, um determinado grupo de pessoas, está tendo um privilégio em cima dos demais por causa da cor de sua pele ou de suas condições econômico-sociais. Isso é antidemocrático, como podemos ver.

Vendo pelo lado dos que defendem a lei de cotas

Há pessoas que defendem a lei de cotas, logicamente ignorando sua anticonstitucionalidade, alegando que ela (a lei de cotas) é uma grande conquista para a sociedade brasileira, o que eu discordo de maneira absoluta. A principal argumentação usada pelos que defendem as cotas é um grave erro, e vamos abordá-lo abaixo.

A lei de cotas é racista

Assim dizem aqueles que defendem as cotas raciais e sociais: "os negros e índios, principalmente, sofreram muito no passado com a escravidão e com a discriminação. Logo, isso justifica a existência de leis que dão privilégios aos negros e índios, pelos crimes cometidos contra eles no passado."

Que houve discriminação contra os negros e índios no passado, isso ninguém pode negar, não em sã consciência. O regime escravagista foi uma mal terrível, e o Brasil foi um dos últimos a se livrar dele, infelizmente. Não só existiu racismo no passado como ainda existe até hoje, e provavelmente continuará a existir, por mais triste que isso seja. Mas não se combate racismo com racismo.

Existem dois tipos de discriminação: a positiva e a negativa. Isso não quer dizer que a positiva é boa e a negativa é ruim, se trata de algo muito mais profundo do que isso.

A discriminação positiva é a discriminação de uma maioria sobre um grupo menor, como houve no regime do Apartheid  por exemplo. Já a discriminação negativa é a discriminação exercida por um grupo menor sobre um grupo maior, como, por exemplo, no caso da lei de cotas. Um grupo menor é dotado de privilégios que os outros não possuem, são tratados de maneira diferente perante a lei.

Para esclarecer melhor, a lei de cotas dá a um determinado grupo de pessoas um privilégio, um tratamento diferenciado com relação aos demais cidadãos. Agora, se somos todos iguais perante a lei, por que esse grupo é tratado de maneira diferenciada? Conseguem enxergar a contradição contida nisso? É tão difícil assim enxergar isso? Acredito que não seja...

Quando digo que a lei de cotas é racista, digo isso pois ela trata pessoas iguais de forma diferente, como se fossem diferentes. Se somos todos iguais, por que é necessário reservar 50% de vagas nas Universidades para um determinado grupo de pessoas? Os brancos, os negros, os índios, as mulheres, são todos iguais perante a lei, assim como reza o artigo 5º citado mais acima, então todos devem ser tratados da mesma maneira, nem pior e nem melhor, mas igualmente.

O que tenho a dizer para a Exma. presidente

A respeito da lei de cotas sancionada recentemente pela presidente Dilma Rousseff, quero manifestar aqui meu completo repúdio. Sou totalmente contra essa lei, tendo demonstrado acima todas as minhas razões. Estudei toda a minha vida em escolas públicas, desde o jardim da infância até o terceiro ano do Ensino Médio. Meus pais jamais gastaram um centavo sequer com escolas privadas. No entanto, fui capaz, assim como qualquer pessoa é, de ser aprovado no vestibular de uma faculdade pública. Modéstia à parte, fui o segundo colocado, logo abaixo de um outro aluno que também estudou toda a vida em escolas públicas.

O que querem fazer é passar a responsabilidade para as Universidades. Como isso ocorre? É simples. O ensino público no Brasil é um lixo, e os alunos saem do Ensino Médio muitas vezes sem saber ler e escrever corretamente, coisa que deveriam aprender no ano pré escolar. Dessa forma a maioria dos alunos de escolas públicas não conseguem atingir os níveis exigidos pelos vestibulares públicos. Mas a responsabilidade disso tudo é do próprio governo, oras, que não disponibiliza um ensino de qualidade. Aí, ao invés de melhorar o ensino público, eles obrigam as Universidades a abrirem metade de suas salas para os alunos que o governo não foi capaz de instruir. Estratégico, não acham?

Só há uma coisa que deve definir se uma pessoa entra na Universidade ou não: o mérito. Aqueles que se mostrarem merecedores conseguem a vaga. Simples assim. Logicamente, isso exige preparo, e a esmagadora maioria das pessoas hoje não estão dispostas a sacrifícios quando o assunto é estudo.

Que tal um desafio?

Vamos esquentar ainda mais as coisas. Vou propor um desafio. Sintam-se a vontade para me escrever. Pode ser pelos comentários da postagem, pode ser pela página do site no Facebook, pode ser pelo e-mail, onde acharem melhor. Mesmo se você concordar com o que eu digo, você pode lançar uma problemática duvidando do que abordei no post, somente a nível de crescimento intelectual, ou mesmo de curiosidade.

Quero propor aqui, a qualquer pessoa que queira responder, um desafio: mostrar que as leis de cotas raciais e sociais não são anticonstitucionais, antidemocráticas e racistas, apresentando isso de forma clara em um texto.

No post eu disse que as leis de cotas raciais e sociais são anticonstitucionais, antidemocráticas e racistas, e demonstrei o porquê. Agora quero ver se existe alguém capaz de provar o contrário.


Sem mais, termino por aqui este post. Espero que tenham gostado do conteúdo. Postem nos comentários o que vocês acharam do texto, curtam nossa página no Facebook, que Deus os abençoe e até a próxima!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Série Especial "Ideologias-lixo" - Neo-Ateísmo

Olá caros leitores e leitoras do blog. Tudo bem com vocês?

Hoje daremos continuidade à série especial "Ideologias-lixo" que se iniciou na semana passada, com o post deveras polêmico, porém verdadeiro, sobre "Feminismo". Você pode ler este post clicando aqui.

Fiz uma crítica branda e suave ao movimento feminista, coisa muito diferente do usual. Mas hoje não pouparei palavras para tratar do tema em questão. Em se tratando de neo-ateísmo não falta conteúdo para se abordar. Criei este blog com o intuito de defender a fé cristã dos incessantes ataques neo-ateístas, isso significa que este é o principal tema a ser abordado neste especial e talvez em todo o arquivo do blog.

Recomendo fortemente aos leitores alguns posts anteriores do blog:




Na parte superior: Nietzsche, Freud e Marx.
Na parte inferior: Hitchens, Harris e Dawkins.

Antes de começar a construir uma crítica em cima da ideia neo-ateísta (kkk) é necessário entender como a ideologia nasceu, sua definição, o que ela prega, quem são seus militantes, etc.

Não há como não falar em neo-ateísmo sem citar o famoso biólogo Richard Dawkins, indiscutivelmente o maior nome do neo-ateísmo da atualidade. O termo "neo-ateísmo" foi cunhado por Dawkins e alcançou o mundo através de seu best-seller, o livro "Deus -  Um Delírio".

Basicamente o neo-ateísmo (ou ateísmo militante) é uma cópia recalcada do ateísmo iluminista, dos séculos XVIII e XIX principalmente. Consiste na reciclagem barata de argumentos antiquíssimos usados por ateus há muitos séculos atrás. Um exemplo claro que evidencia o que digo é a questão gerada em torno do que chamamos de "Problema do Mal". Essa questão já havia sido tratada por Santo Agostinho, no século IV, em seu livro "O Livre Arbítrio", uma leitura indispensável para qualquer apologista, filósofo ou teólogo que se preze.

Não há nada de novo no neo-ateísmo, só o nome. Todos as falácias neo-ateístas são raciocínios enganosos que já foram destrinchados há, no mínimo, um século atrás. O Problema do Mal, citado acima, é um exemplo disso. O Problema do Mal Consiste numa questão bem simples: se Deus é bom e poderoso, por que existe tanto mal e sofrimento no mundo? Não vou abordar essa questão aqui neste post, a fim de evitar repetições. A quem quiser se aprofundar no tema, sugiro que leia o post Problema do Mal.

A grande diferença entre o ateísmo clássico, de Hume e Nietzsche por exemplo, para o novo ateísmo militante, de Dawkins e sua gangue, é que o primeiro era apenas uma posição filosófica, uma cosmovisão, enquanto o segundo se manifesta de forma violenta em militâncias agressivas contra a religião e os religiosos. O neo-ateísmo não se contenta em manter o ateísmo como visão de mundo, eles querem que todos engulam a mesma ideia, e sem mastigação!

Além da agressividade e intolerância, o neo-ateísmo também vem associado com outras ideias em seu pacote, como o naturalismo, e o cientificismo. Outra característica comuns dos discursos neo-ateístas é a apropriação da ciência e da razão, como se fossem coisas exclusivas de quem é ateu. Basicamente, se você é religioso você é burro e irracional, mas se você é ateu você é uma pessoa inteligente e racional. Coitados, nunca leram São Tomás de Aquino. Lamentável.

Vemos repetidas vezes na televisão e nos jornais casos de intolerância por parte dos neo-ateístas, que militam pelo fim da religião no mundo. Os neo-ateístas, movidos pela fantasia de que o mundo seria muito melhor sem a religião, se sentem no direito de humilhar, ridicularizar e rebaixar os cristãos em quaisquer circunstâncias. Exemplo disso foi uma declaração recente de Richard Dawkins, onde ele incentiva ateus a ridicularizar e zombar cristãos em público. Mais próximo de nós, aqui no Brasil, temos o curioso caso do vlogger PC Siqueira, ateísta militante de carteirinha, que também incentivou as pessoas para que pichassem igrejas.

Trazendo a discussão para mais perto da nossa realidade, temos no Brasil uma instituição neo-ateísta conhecida, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, a ATEA, fortemente criticada no post mais popular do nosso blog: Crítica #2: Campanha da ATEA. A ATEA diz lutar contra o preconceito e intolerância que existe por parte dos religiosos para com os ateus. No entanto a ATEA luta pela tolerância agindo com intolerância, humilhando e vexando os religiosos, algo previsível vindo de um movimento de minorias oprimidas. Da mesma maneira que as feministas da "marcha das vadias" lutam contra a objetificação da mulher objetificando a mulher, os neo-ateístas lutam contra a intolerância sendo intolerantes. E a lógica que se dane!

Cá entre nós, esses movimentos estão sempre interligados. Normalmente os neo-ateístas são feministas e os feministas são neo-ateístas. Não é uma regra geral, mas ocorre com frequência. Nessa dança ideológica também entram, além do feminismo e do neo-ateísmo, o marxismo, os abortistas, o cientificismo, o naturalismo, entre outros.

A argumentação (kkk) neo-ateísta é fraca e pouco consistente. Não resiste ao mínimo de questionamentos. No entanto, muitos neo-ateus defendem suas falácias ávidamente, como se aquilo fosse realmente um bom argumento, quando, na verdade, não passa de uma versão moderninha e recalcada dos argumentos utilizados pelos iluministas do século passado e retrasado.

A ideia de que o neo-ateísmo ou até mesmo o ateísmo em si tenha crescido nos últimos anos é falsa. O que há, e isso é inegável, é um enorme aliciamento de menores via internet por vloggers neo-ateístas. Tratei isso no post Os "Pensadores" da Atualidade. Os jovens de hoje não buscam inspiração em grandes pensadores para construir seus pensamentos. Ao invés de buscar livros de filósofos consagrados através da história, gente que realmente deixou algo de importante para as futuras gerações, um legado intelectual como o de Aristóteles por exemplo, os jovens têm buscado ver vídeos de PC Siqueira e Cauê Moura. É nisso que se baseiam os neo-ateístas de internet, nos "argumentos" de vloggers.

Logicamente existe um revanchismo sem motivos contra a religião cristã. Não é fácil de explicar, mas as crianças de hoje são pré condicionadas desde o ensino fundamental a odiarem a religião, Deus e o capitalismo, através de nosso sistema de "ensino" que funciona de modo parecido com os "versos hipnopédicos" de Admirável Mundo Novo, enfiando à força na cabeça das gerações vindouras o ódio e o repúdio contra tudo o que se refira ao cristianismo.

Não tenho intenção de desmascarar as falácias neo-ateístas nesse post, pois já fiz isso em outros posts que estão disponíveis desde o início do site. Aqueles que se interessarem em estudar mais sobre os argumentos falaciosos usados pelos neo-ateístas indico este post especificamente:


Para finalizar quero deixar claro que não luto contra os neo-ateus, luto contra o neo-ateísmo. Eu não ataco pessoas, ataco ideias. Não discuto sobre pessoas, mas sobre as ideias que essas pessoas têm. Nuca, e nunca mesmo, use ataques pessoais em um debate ou discussão. Entenda que como cristãos temos que obedecer o mandamento deixado por Cristo, de amarmos uns aos outros, independente da posição ideologia ou da cosmovisão dessa pessoa. O problema não são os neo-ateus, o problema é o neo-ateísmo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Série Especial "Ideologias-lixo" - Feminismo

Olá, caros leitores do blog "O Religioso Crítico". Depois de algumas semanas inativo, nosso blog volta hoje com um post que vai marcar o início de mais uma série especial de artigos. Da última vez, fiz um especial tratando de cada uma das cinco vias de prova da existência de Deus, de São Tomás de Aquino, escritas em sua obra magna, a Suma Teológica. Esse especial pode ser encontrado no link abaixo:


"Direitos iguais! Direitos iguais!
Você não pode me bater! Eu sou uma garota!"
Esta série terá o nome de "Série Especial Ideologias-lixo", pois vai tratar dos tipos de pensamento mais desprezíveis que já existiram na história da humanidade. E para estrear a série especial eu escolhi o tema "Feminismo". Basicamente, minha crítica será construída em cima dos recentes protestos de um movimento intitulado "marcha das vadias".

Antes que alguém me acuse de machismo, quero deixar claro que não sou machista, nem masculinista. Digo isso porque é a primeira cosia de que me acusam quando exprimo minhas ideias a respeito do movimento feminista atual.

O movimento feminista que se auto-intitula "marcha das vadias" é um verdadeiro atentado à lógica e à moral. São mulheres que, para protestar contra a objetificação da mulher, objetificam a mulher. Há algum sentido lógico nisso? É como protestar contra o estupro estuprando, ou protestar contra o assassinato assassinando. Não é necessário ser nenhum gênio para entender que essa não é a melhor maneira de se protestar, até porque atentado ao pudor é crime. Além de ser uma estupidez lógica, a marcha das vadias também é um atentado moral.

Assim como todos esses movimentos de minorias oprimidas (apesar das mulheres não serem minoria), o discurso é sempre o mesmo. Não há diferença alguma entre o feminismo e os demais movimentos de minorias oprimidas que encontramos hoje, o que muda é somente o  objeto de ódio. Elas dizem que a sociedade é machista, desigual e opressora, e que lutam pela liberdade e pelos diretos das mulheres, como se elas tivessem direitos a menos.

O mais engraçado disso tudo é que não existem feministas para protestar pela obrigação das mulheres de se alistarem no exército. A lógica é simples: se os homens são obrigados a se alistarem no exército e as feministas querem direitos iguais... a conclusão é inevitável!

O feminismo é, antes de tudo, mais uma estratégia do marxismo cultural, extremamente útil para os fins da revolução. A destruição da família é um dos principais objetivos do marxismo cultural, e o movimento feminista tem se mostrado muito bom nisso. Para demonstrar de forma categórica que o que digo é verdade, basta analisar o que afirmam as feministas militantes. Assim como os marxistas adoram culpar o capitalismo por tudo o que acontece de mau no mundo, as feministas (e os feministas) culpam o patriarcalismo. 

As mulheres tem, naturalmente, uma maior tendência a ter queda de pressão arterial do que os homens? Isso é tudo culpa do machismo! As mulheres tem uma média salarial menor que a dos homens? Tudo culpa do masculinismo! Choveu no fim de seamana? Culpa da sociedade patriarcal!

Vocês podem notar que estou sendo relativamente brando nesse post. Não quero ofender nenhuma mulher, não é esse meu objetivo. Meu objetivo é mostrar que há diferenças entre homens e mulheres, e isso não é culpa da "sociedade patriarcalista". Quero mostrar que é idiotice querer igualar homens e mulheres como se fossem a mesma coisa. São iguais em termos de lei e aos olhos de Deus, mas cada um tem seu papel bem definido na vida social.

Seria loucura supor que nunca houve discriminação ou menosprezo ao sexo feminino, mas não se combate mal com mal. Se há uma forma de pôr um fim nisso, essa forma é a educação, e não marchas ridículas com pessoas seminuas ou completamente despidas.

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