sábado, 23 de fevereiro de 2013

Série Especial "Ideologias-lixo" - Movimento Gayzista

Antes de ler o artigo, queria pedir aos leitores e leitoras do blog, que assistissem a esse vídeo logo abaixo.


Para início de conversa, precisamos fazer algumas distinções básicas. Sempre que se constrói uma crítica a algum tipo de ideologia de minoria oprimida, o indivíduo toma as dores do grupo. Isso sempre acontece, não será diferente dessa vez. Sempre que se critica o feminismo, as pessoas pensam que você está criticando as mulheres, e te acusam de machista. Sempre que se critica a política de cotas raciais, as pessoas pensam que você está criticando os negros, e te acusam de racista. Sempre que se critica o movimento LGBT, as pessoas pensam que você está criticando os homossexuais, e te chamam de homofóbico.

A fim de evitar esse tipo de má interpretação, deixarei claro aqui neste post que a crítica será construída contra o movimento LGBT, e não contra os homossexuais. O que se deve ser criticado, sempre, são as ideias, e não as pessoas. Não tenho nada contra pessoas em especial, mas tenho muito contra o movimento ideológico que é o movimento LGBT.

No entanto ainda existem algumas pessoas sensatas que sabem diferenciar isso. Indico para vocês, caros leitores e leitoras do blog, um site chamado Gays de Direita, que acho um tanto interessante. Aconselho a leitura de alguns artigos de cunho mais polêmico.

Tudo o que eu queria, e eu sei que não é pedir muito, é que essa confusão fosse desfeita. A ideologia gay é filha do marxismo cultural, assim como todos os outros movimentos de minorias oprimidas. Já disse isso antes, e torno a enfatizar: essas ideologias estão todas interligadas. Normalmente um marxista é também neo-ateísta, feminista, gayzista, abortista, etc. De todas as "Ideologias-lixo" que abordei nesse especial, acredito que nenhuma foge à regra.

Já escrevi sobre esse tema anteriormente no blog. Numa das postagens que escrevi, sofri uma represália tão grande por parte da militância LGBT, que fui obrigado a retirar o conteúdo do post, sob a ameaça de ser processado. No entanto, um dos artigos está ainda no ar, e é esse cujo link está listado abaixo:

Eu falei tanto sobre esse tema outras vezes, que acho até repetitivo tratar novamente o mesmo assunto. Para deixar o conteúdo mais enxugado e resumido, e também para evitar repetecos, vou listar alguns tópicos e comentá-los. Assim a leitura também fica menos entediante para vocês que acompanham o blog.

A intolerância dos intolerantes

Um grande erro, e talvez o maior deles, dos militantes LGBT, são a intolerância e agressividade com que os mesmos atuam em meios públicos. Isso ficou claríssimo depois das diversas provocações baratas feitas pelos militantes nas paradas gays, onde foram usadas até mesmo imagens de Santos católicos para promover sua intolerância. Ora, não se lutar por tolerância sendo intolerante. Não faz o menor sentido! Nesse sentido eles se igualam aos movimentos neo-ateístas, como os promovidos pela ATEA, onde se desmoralizam e ridicularizam cristãos sob a maquiagem de uma suposta "luta pela igualdade".

A máscara do movimento LGBT

Na verdade, essa luta por direitos, ou luta por igualdade, somente esconde a verdadeira face do movimento LGBT. As leis que eles querem implementar, a exemplo do PL-122, são mais parecidas com algum tipo de cerceamento da liberdade do que com a liberdade propriamente dita. Da mesma maneira que não se consegue tolerância sendo intolerante, também não se consegue liberdade cerceando a liberdade de outrem.

Se não tiver alternativa, chame-o de homofóbico!

Como bons marxistas que são, os militantes gayzistas seguem fielmente aquela famosa frase atribuída a Lênin: "Xingue-os do que você é. Acuse-os do que você faz". Essa lição do titio Lênin os militantes LGBT aprenderam direitinho, tanto que a seguem à risca, como um mantra. Qualquer coisa, por mínima que seja, que você diga contra o movimento LGBT é motivo para te caracterizarem como homofóbico, xenofóbico, nazista, fascista, genocida, etc.

Ora, há uma enorme diferença entre uma crítica e um discurso de ódio, e isso é notável! A crítica é embasada em argumentos, o discurso de ódio é embasado em ataques pessoais ad hominem. Meu objetivo, como dito anteriormente, não é criticar pessoas, mas ideias. Não tenho nada contra pessoas em particular, mas tenho contra suas ideias. Tanto que também aceito críticas direcionadas às minhas ideias, mas críticas contra a minha pessoa não têm valor algum. Não há valor lógico em argumentos de ataques pessoais.

Para finalizar, deixo uma citação retirada do post linkado acima, onde detalho sobre a diferença do discurso de ódio contra homossexuais, que é uma coisa repugnante, da simples crítica ou desaprovação das práticas homossexuais ou da conduta da militância LGBT.

Na verdade, os seguidores da ideologia gay (Prestem atenção! Não são todos os homossexuais que têm essa posição) apontam o cristianismo e sua posição contrária ao homossexualismo como homofóbicos. Lembrando que homofobia é o ódio mortal por homossexuais, e isso não ocorre nas igrejas cristãs. O fato é que todo tipo de opinião contrária ao homossexualismo está sendo considerada homofóbica. Algumas pessoas não sabem reconhecer a diferença entre não ter uma opinião a favor dos comportamentos homossexuais e estourar uma lâmpada na cabeça de um homossexual só porque ele é homossexual. A primeira não é homofóbica, é liberdade de opinião, já a segunda caracteriza a tal "homofobia".

Não quis me aprofundar no assunto, por ser um tema já tratado muitas vezes. Aos que quiserem aprofundamento, indico o post já citado antes. Que Deus abençoe a todos nós!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Refutação #6: Religião é como um pênis

Sem comentários...
Precisei respirar durante uns cinco minutos antes de escrever essa postagem. Mas depois de refletir um pouco, pensei: "eles não sabem o que falam"...

Fiquei pensando comigo o quanto o significado da palavra "religião" foi deturpado. Costuma-se ver religião e religiosos como algo ultrapassado, retrógrado. Associa-se religiosidade com irracionalidade e ignorância. Bem, estamos aqui para demonstrar o oposto.

Encontrei essa imagem esses dias bisbilhotando as postagens de meus amigos no Facebook. É evidente que se trata de uma montagem, não existe um cartaz com essas palavras em lugar algum, mas o que parece é que alguém realmente queria que existisse. Vou traduzir o texto que se encontra nessa foto:

Religião é como um pênis
Não há problemas em ter uma
Não há problemas em se orgulhar disso

Entretanto

Não a mostre em público
Não a empurre em crianças
Não escreva leis com ela
Não pense com ela

Ao ler esse texto você deve discordar de tudo o que ele diz. Não apenas uma ou outra parte, mas tudo. Se você não discordou de tudo, você foi enganado por raciocínios enganosos. Vamos dissecar esse texto e mostrar essas falácias uma a uma.

Religião é como um pênis, não há problemas em ter uma

Esse é um caso de falsa analogia, por dois principais motivos. O primeiro deles é que não escolhemos ter um pênis ou não, é uma questão que não cabe a nós decidir. Quanto à religião, somos nós que decidimos se seguimos uma ou não. Isto é, a religião está dentro do nosso espectro de escolhas possíveis, mas ter ou não um pênis não é algo que possamos decidir. Isso vale para tudo o que é natural, como o sexo, a cor de pele, a cor dos olhos, a cor do cabelo, doenças, etc. São coisas que não escolhemos se queremos ter ou não, portanto não podemos ser julgados por isso. Agora, no caso da convicção religiosa, não se pode dizer o mesmo. A religião é algo que decidimos, que optamos por seguir, então há uma diferença enorme entre ter um pênis e seguir uma religião. Não é possível fazer uma analogia sobre essas duas coisas, o que já destrói o texto inteiro. Mas nós queremos ir mais longe do que isso, não é verdade?

O segundo motivo consiste na falta de noção do que é uma cosmovisão. Saber o que é uma cosmovisão mudaria muito o que os ateístas pensam a respeito dos religiosos. O que é uma cosmovisão?

Cosmovisão = visão de mundo, maneira de enxergar a realidade da vida.

A cosmovisão é a visão de mundo de uma pessoa. Diga-me qual é a cosmovisão de uma pessoa e eu posso deduzir, com grande probabilidade de acerto, muito sobre o que esta pessoa crê, o que ela não crê, como ela vive, sua rotina, etc. 

Como isso acontece? É simples. Uma pessoa não pode ter duas cosmovisões simultaneamente, pois elas se contradizem em suas definições. Isso é algo impossível na teoria e na prática, pois se trata de uma contradição em termos. Por exemplo, uma pessoa não pode ser Teísta e Ateísta ao mesmo tempo, pois uma visão é completamente oposta a outra.

Tudo bem, mas o que isso tem a ver com o texto da imagem?

Tem tudo a ver, pequeno gafanhoto! Ter uma religião não é como ter um pênis. A analogia, além de desrespeitosa, é falsa. Sua cosmovisão diz muito sobre você, mas ter ou não um pênis não pode dizer muitas coisas a respeito de quem você é, de como você age, de suas crenças e descrenças.

Não há problemas em se orgulhar disso

Normalmente, as religiões não são muito fãs dessa palavrinha aí: orgulho. O orgulho é um sentimento mau por natureza, isto é, em circunstância nenhuma o orgulho pode ser algo bom. Não me orgulho de seguir minha religião. Eu sou feliz por isso, mas não sinto orgulho. Não devemos nos orgulhar de nada.

Entretanto... Não a mostre em público

Alguém pode me dizer o que significa isso? Como assim "não a mostre em público"? Daqui a pouco estaremos vivendo como no Irã, onde você pode ser cristão, mas somente dentro da sua casa. Que raios de censura é esta que estão querendo nos impor? Quer dizer que agora não posso manifestar a minha crença? Estão querendo tirar nosso direito de liberdade de opinião e expressão? Ou é nossa liberdade religiosa que é o alvo da censura?

Não consegui acreditar quando li, mas é isso mesmo que eles queriam dizer ao escrever isso. Alguém deve estar bem incomodado com pessoas usando crucifixos ou camisetas com mensagens religiosas. Colocar as "partes" para fora em público é crime, atentado violento ao pudor. Estão querendo nos encaixar na mesma categoria simplesmente porque acreditamos em Deus. Usar um crucifixo no peito não me parece nenhum tipo de crime.

Não a empurre em crianças

Novamente a questão das crianças e da educação religiosa. Mas antes quero atentar para uma coisa, a relação feita pelo texto é muito mais desrespeitosa nessa parte do que em todas as outras. O autor da imagem faz uma comparação que deixa uma clara impressão, quase incontestável, que o ensino religioso é a mesma coisa que um abuso sexual infantil. Mais uma vez comparando convicção religiosa com um crime. Será que é tão ruim assim ser religioso?

O que tenho a dizer sobre essa comparação? Tenho piedade de quem escreveu isso, pois anda faltando muito estudo na vida dessa pessoa.

Essa frase em especial, deixa claro que o marxismo cultural está cada vez mais criando raízes na mente da sociedade. Essa é uma ideia tipicamente marxista. Querem que as crianças sejam propriedade do Estado, pois acham que nós somos estúpidos demais para educá-las. No entanto, dentro do nosso ambiente particular os soberanos somos nós. Sou eu quem decide, dentro de um limite razoável, qual é a melhor maneira de educar meus filhos. Se sou ateu, vou educar meus filhos de acordo com o que acho mais correto, no caso, o ateísmo. Se sou teísta, vou educar meus filhos de acordo com o que acho mais correto, no caso, o teísmo. Se sou budista, o mesmo. Se sou espírita, o mesmo. E assim sucessivamente.

Na verdade, os ateístas militantes odeiam a religião, e fazem parecer que ensinar a religiosidade às crianças é tirar delas a liberdade de escolha. Não passa de uma enorme fantasia. Para provar isso, podemos inverter o jogo.

"Você pode ser ateu, não há problema nenhum nisso, mas não empurre o ateísmo em crianças."

Você deve discordar dessa frase acima, pois os pais ateus devem educar seus filhos de acordo com o que eles acreditam ser o correto. No entanto eles não podem querer impedir os pais teístas de educar os filhos deles no que eles acreditam ser correto. Entenderam?

Falei sobre isso em diversos posts aqui no blog, mas o mais importante post sobre esse tema é o post Esfera Pública e Esfera Privada. Indico fortemente a leitura desse post para entender melhor o erro absurdo da frase contida na imagem. 

Não escreva leis com ela

Como eu costumo dizer: "ignorância histórica é um mal terrivel!"

Queria somente fazer algumas perguntas para o elemento que escreveu isso. De onde ele acha que vieram as leis do país dele? De onde ele acha que veio a ideia de direitos humanos que existe hoje? Onde ele acha que a sociedade ocidental se baseou para construir, cada um em seu país, a Constituição?

Se o amigo da imagem já leu alguma vez um pouco da Constituição Federal, não será difícil de responder à essas questões. Em toda a sociedade ocidental, em todos os países, a base para a construção do sistema legal que possuímos hoje foi o cristianismo, e isso é indiscutível. Você encontra, sem grandes dificuldades, os valores judaico-cristãos encrustados nas leis do mundo ocidental. A Bíblia, o decálogo, a regra de ouro, tudo isso foi a base para a construção da legislação ocidental. Hoje, por causa do pós-modernismo e do humanismo secular, isso tem mudado um pouco. Algumas leis que eram baseadas no cristianismo começaram a ser revogadas, e outras que não são baseadas no cristianismo começaram a ser aprovadas e a entrar em vigor. Mas isso é outra história.

E por falar em história, é bom que o amigo autor dessa imagem comece a estudá-la um pouco mais.

Não pense com ela

Aqui ficou bem confuso o que o autor quis dizer. Será que não posso pensar sendo religioso? Ou será que tenho que pensar deixando de lado minha religião? Ou ainda será que tenho que ser religioso só na hora da missa/culto e depois tenho que esquecer que sou religioso, porque isso me impediria de pensar?

Existe algum problema em ser religioso e pensar de acordo com minha convicção religiosa? Não vejo mal algum nisso, sinceramente. Novamente entra aquela questão de que os ateístas militantes tanto se orgulham. Eles tomaram posse da razão e da ciência, como se fossem coisas próprias e exclusivas de quem é ateu, o que é um absurdo lógico e histórico. A ciência nada tem a ver com o ateísmo.

Pensar e ser religioso não são coisas contraditórias, posso muito bem pensar como um católico, ou como um protestante, ou como um espírita, etc. Até porque essa é a minha cosmovisão, eu vejo a vida de acordo com esse meu posicionamento ideológico, logo, eu penso como um teísta. Lembram quando eu disse que a sua cosmovisão diz muito sobre você? Então, era basicamente disso que eu estava falando. Meia hora lendo um livro impediria o autor de escrever tamanha bobagem.


Satisfeitos? Espero que sim. Por hoje é só, mas ainda teremos mais posts essa semana. Até a próxima!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Algumas Palavras Sobre a Tragédia de Santa Maria

Quero deixar claro que repudio a ação da mída brasileira a respeito da tragédia ocorrida em Santa Maria. Minha intenção não é usar do acontecimento para promover meu site, mas responder à algumas perguntas mal formuladas que os ateístas costumam fazer nessas horas.

A primeira coisa que um ateísta militante mal informado faz numa hora dessas é apelar para aquela velha pergunta: "onde estava Deus quando tudo isso aconteceu?". A pergunta é muito impertinente e desonesta. Muitos neo-ateístas usam de situações como essas para tentar deixar os cristãos em xeque. É exatamente por isso que existe a apologética cristã.

Vamos primeiro tentar entender o que quer dizer essa pergunta. Para quem é leitor do blog não deve ser fácil encontrar o erro contido nela, mas para quem ainda não conhece, vos apresento o Problema do Mal. Vamos ver isso com mais detalhes:

Deus é onisciente, certo? Sim. Então Ele sabia o que ia acontecer em Santa Maria, certo? Certo.

Deus é onipresente, certo? Sim. Então Ele estava lá quando tudo aconteceu, certo? Certo.

Deus é todo bondoso, certo? Sim. Então Ele queria evitar o sofrimento das pessoas, certo? Certo.

Se Deus podia evitar o sofrimento das pessoas que estavam lá na hora da tragédia, então por que Ele não fez nada?

Ilustrei acima um raciocínio comum feito pelos ateístas a respeito do Problema do Mal. Agora vamos entender por que e onde esse raciocínio erra.

Deus é onipresente, onisciente e perfeitamente bom. Disso não temos dúvidas. Mas será que isso implica numa impossibilidade lógica da coexistência de Deus e do mal? Na verdade, não. Pois Deus, além de ser onipresente, onisciente e perfeitamente bom, também criou o homem de maneira livre, para que faça suas escolhas livremente.

Então não existe um descaso de Deus, muito menos uma conivência da parte de Deus com relação ao nosso sofrimento. O homem sofre por consequência de suas livres decisões. Culpar Deus pelo sofrimento e pelo mal no mundo não faz o menor sentido. A responsabilidade pelo ocorrido em Santa Maria não é de Deus, e sim de alugmas pessoas, e isso já vem começando a aparecer de acordo com as investigações que estão em andamento. As pessoas que forem responsáveis pelo que aconteceu terão que assumir sua penalidade de acordo com os termos da lei.

Uma outra coisa de igual relevância diz respeito à nossa condição de falar a respeito do que Deus fez ou deixou de fazer. Nós, seres humanos, não temos uma visão tão ampla do que pode acontecer como Deus tem. Se Deus tiver um motivo, ou apenas a possibilidade de ter um motivo, para deixar a tragédia acontecer, o argumento inteiro está destruído. O Problema do Mal não leva em consideração que Deus pode ter motivos, dos quais nós desconhecemos, para permitir o mal e o sofrimento no mundo.

Não vou me delongar a respeito do Problema do Mal, pois isso já foi tratado aqui no blog diversasa vezes. Para quem quiser entender melhor a respeito desse tema, aconselho ler o post Problema do Mal. Lá vocês também encontrarão um vídeo, onde William Craig trata sobre o tema.

Por enquanto é só isso. Ainda teremos mais um post, provavelmente nessa semana, dando continuidade à nossa Série Especial.

Também quero agradecer as quase seis mil visualizações do mês de janeiro. Muito obrigado a todos. Que Deus nos abençoe!

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